Camilo Santana defende reaproximação entre Lula e Alcolumbre e cobra retomada do diálogo institucional
O senador Camilo Santana (PT-CE) fez um gesto público de aproximação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ao afirmar que acredita em uma retomada do diálogo entre o parlamentar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao SBT News, o ex-ministro da Educação declarou que Alcolumbre tem histórico de apoio ao governo federal e destacou a importância da reconstrução das relações institucionais entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. “O Alcolumbre defende muito o governo Lula”, afirmou Camilo Santana. O senador avaliou que a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) representou um erro político, mas ponderou que o episódio não deve comprometer a relação entre os Poderes. Segundo Santana, tanto Lula quanto Alcolumbre ocupam cargos que exigem responsabilidade institucional e capacidade de articulação política em favor do país. “O Alcolumbre não representa ele só, representa uma instituição. E a instituição é importante para o país. Como o presidente Lula também representa uma instituição, que é o Executivo, e representa o país. Então, os dois precisam manter um diálogo”, declarou durante participação no programa Sala de Imprensa. Camilo Santana também ressaltou que o presidente do Senado mantém boa relação pessoal com Lula e possui facilidade de interlocução com o Palácio do Planalto. “Acho que tem que reestabelecer as relações institucionais, sei que Alcolumbre gosta muito do presidente Lula, e tem demonstrado isso várias vezes. Tem facilidade de diálogo com ele”, acrescentou. PEC da Segurança e tensão entre Poderes De volta ao Senado após deixar o Ministério da Educação, Camilo Santana vem atuando nos bastidores para destravar pautas consideradas prioritárias pelo governo federal, entre elas a PEC da Segurança Pública. Segundo o senador, ele tem pedido diretamente a Alcolumbre que coloque a proposta em votação no Congresso. O texto é tratado pelo governo como estratégico para fortalecer a integração das forças de segurança pública e ampliar o combate ao crime organizado. O parlamentar também comentou a derrubada do veto presidencial relacionado ao chamado PL da Dosimetria, tema ligado às penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Para Santana, é legítimo que haja debate entre os Poderes sobre a revisão das punições, mas sem desrespeitar decisões do Judiciário. Ao falar sobre democracia, o senador relembrou sua trajetória pessoal e afirmou que a defesa das instituições deve estar acima de disputas ideológicas e partidárias. Filho de vítima de tortura durante a ditadura militar, Camilo Santana disse que sua história familiar influenciou sua entrada na vida pública. “Independente de questões partidárias, ideológicas, a defesa à democracia tem que ser algo sagrado para nós brasileiros”, afirmou.
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