Moraes nega domiciliar a Bolsonaro e acende discurso de perseguição no PL

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em manifestação pública, o parlamentar afirmou que Bolsonaro é alvo de perseguição e reforçou o discurso adotado por aliados do ex-chefe do Planalto. Ao comentar uma publicação do ex-vereador Carlos Bolsonaro, Sóstenes afirmou que a negativa do STF ignora as condições de saúde do ex-presidente e faz parte de um contexto político mais amplo. Em tom religioso, escreveu que há uma perseguição evidente e que a Justiça divina estaria atenta aos acontecimentos. A declaração veio após Carlos Bolsonaro afirmar que Alexandre de Moraes estaria cumprindo uma “missão” ao rejeitar o pedido apresentado pela defesa de seu pai. Segundo o ex-vereador, mesmo diante do quadro clínico apresentado pelos advogados, a decisão já estaria previamente definida. Jair Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, após procedimentos cirúrgicos realizados no fim de dezembro. A defesa protocolou o pedido de prisão domiciliar humanitária na quarta-feira, solicitando que a medida fosse aplicada imediatamente após a alta hospitalar, prevista para esta quinta-feira. Na decisão, Alexandre de Moraes sustentou que não houve agravamento do estado de saúde do ex-presidente. Segundo o ministro, os laudos médicos indicam evolução positiva do quadro clínico, após cirurgias consideradas eletivas, o que afastaria a necessidade de mudança no regime de custódia. O magistrado também afirmou que todas as prescrições médicas podem ser cumpridas na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro permanece custodiado no âmbito da ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado. A defesa, por sua vez, alegou que a permanência do ex-presidente em ambiente prisional representaria risco concreto de agravamento súbito da saúde, violando princípios como a dignidade da pessoa humana e o direito fundamental à saúde. Os advogados citaram precedentes em que o próprio Moraes autorizou prisão domiciliar em casos semelhantes, como o do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A negativa do STF ampliou a mobilização política do PL e reforçou o discurso de confronto entre aliados de Bolsonaro e a Corte, num momento em que o cenário jurídico e eleitoral segue altamente tensionado.
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