Petróleo reage a ofensiva de Trump e fecha em alta após bloqueio à Venezuela

Os preços do petróleo encerraram esta quarta-feira em alta, revertendo parte das perdas recentes, impulsionados pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Venezuela. O movimento veio após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar o bloqueio total de petroleiros sancionados ligados ao regime de Nicolás Maduro, reacendendo o alerta no mercado internacional de energia. O petróleo tipo WTI, com vencimento em fevereiro, fechou em valorização de 1,23%, cotado a US$ 55,81 o barril. Já o Brent, referência internacional, avançou 1,29% e terminou o dia a US$ 59,68 o barril. Tensão política e humor do mercado A virada nos preços começou ainda na noite de terça-feira, quando Trump determinou restrições severas à circulação de embarcações que transportam petróleo venezuelano. O presidente dos EUA acusa Caracas de utilizar a produção de campos explorados de forma ilegal para financiar o regime, além de atividades criminosas. O ambiente de instabilidade foi reforçado por outras ações de Washington na América Latina, como a classificação do grupo colombiano Clan del Golfo como organização terrorista estrangeira, ampliando o clima de risco geopolítico na região. Excesso de oferta Apesar da reação positiva nos preços, analistas avaliam que o fôlego da alta é restrito. Mesmo uma interrupção completa das exportações venezuelanas não seria suficiente para eliminar o excedente esperado no mercado global de petróleo no próximo ano, o que tende a conter movimentos mais agressivos de valorização. Ainda assim, o mercado segue atento à possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia, caso Moscou não avance em negociações relacionadas ao conflito com a Ucrânia, fator que mantém elevado o prêmio de risco no setor de energia. Estoques americanos entram no radar No noticiário interno dos Estados Unidos, os estoques de petróleo registraram queda de 1,274 milhão de barris na última semana, totalizando 424,4 milhões de barris. Embora a redução tenha sido menor do que o esperado por analistas, o dado contribuiu para sustentar o movimento de alta ao longo do pregão. Com o cenário político cada vez mais volátil, o mercado de petróleo segue sensível a decisões geopolíticas, que têm ditado o ritmo das cotações mais do que os fundamentos tradicionais de oferta e demanda.
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