Angelo Coronel confirma rompimento com Jerônimo e diz ter sido excluído da chapa governista
O senador Angelo Coronel (PSD) confirmou, neste sábado (31), durante entrevista ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1, o rompimento com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT), escancarando mais uma fissura na base governista da Bahia. A declaração foi feita durante entrevista a um programa de rádio, em meio à disputa por espaço na formação da chapa majoritária para as próximas eleições. Segundo Coronel, a decisão não foi voluntária, mas resultado direto da exclusão de seu nome do projeto político. O parlamentar afirmou que havia um acordo para sua permanência na aliança e que a retirada de sua vaga ocorreu de forma abrupta, sem diálogo ou justificativa política consistente. Senador acusa exclusão Durante a entrevista, Angelo Coronel adotou um discurso duro ao relatar os bastidores do rompimento. O senador afirmou que tinha direito à vaga e que foi simplesmente descartado pela cúpula governista. “Eu quero que fique bem claro isso para os baianos: eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado?”, declarou. A fala repercutiu imediatamente no meio político e reforçou a leitura de que a base do governo enfrenta dificuldades para acomodar aliados históricos na montagem da chapa eleitoral. Angelo Coronel afirmou ainda que, diante da falta de espaço político, sua saída ocorreu de forma automática, restando apenas os trâmites legais para a formalização da mudança partidária. “Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído, só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral”, completou. Governo perde aliado e amplia crise interna O rompimento do senador expõe o desgaste da articulação política do governo Jerônimo Rodrigues, que já enfrenta críticas internas pela condução das alianças e pela dificuldade em manter a coesão do grupo governista. Nos bastidores, a avaliação é de que a saída de Angelo Coronel enfraquece o discurso de unidade da base petista d o governo Jerônimo e pode provocar novos movimentos de afastamento, especialmente entre lideranças que se sentem preteridas na disputa eleitoral.
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