Dez ministros da área econômica devem deixar cargos até abril para disputar eleições
O governo do presidente Lula da Silva (PT) deve passar por uma ampla reformulação até abril, prazo limite para desincompatibilização de ministros que pretendem disputar as eleições. Pelo menos dez titulares de pastas ligadas à área econômica e à infraestrutura se preparam para deixar os cargos para concorrer a governos estaduais, Senado ou Câmara dos Deputados. Segundo informações de bastidores, apenas dois nomes estão garantidos até o fim do mandato: Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, e Esther Dweck , da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Fazenda e Planejamento no centro das articulações No núcleo da política econômica, Fernando Haddad (PT-SP), ministro da Fazenda, ainda avalia se disputará cargo eletivo ou se atuará apenas na coordenação da campanha presidencial. Já Simone Tebet (MDB-MS), do Planejamento e Orçamento, deve concorrer ao Senado. A eventual saída de ambos pode impactar diretamente a condução da agenda fiscal e orçamentária do governo no segundo semestre. Infraestrutura também terá mudanças Na área de infraestrutura, três ministros já sinalizaram que deixarão os cargos para disputar as eleições. Renan Filho (MDB-AL), dos Transportes, deve concorrer ao governo de Alagoas. Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) disputará o Senado por Pernambuco. Jader Filho (MDB-PA) pretende buscar vaga na Câmara dos Deputados pelo Pará. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), ainda não definiu seu futuro político. Ele deve se reunir com Lula nas próximas semanas para decidir se permanece no cargo ou retorna à disputa eleitoral em Minas Gerais, onde foi eleito senador em 2022. Agricultura e rearranjos partidários As mudanças também devem alcançar a área agrícola. Carlos Fávaro (PSD-MT) deve deixar o Ministério da Agricultura e Pecuária para disputar o Senado pelo Mato Grosso. Paulo Teixeira (PT-SP), da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, deve concorrer a deputado federal em São Paulo. Nos bastidores, o PSD articula a possibilidade de André de Paula (PSD-PE) assumir a vaga de Fávaro, o que abriria espaço para mudanças no Ministério da Pesca e Aquicultura. Alckmin e França avaliam cenário em São Paulo O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também deve se desincompatibilizar. O PSB defende sua permanência na chapa presidencial, mas setores do PT avaliam seu nome como alternativa para disputa majoritária em São Paulo. Já Márcio França (PSB-SP), do Empreendedorismo, também deixará o cargo e ainda define se disputará o governo paulista ou uma vaga no Senado. Wolney Queiroz (PDT-PE), da Previdência Social, estuda candidatura à Câmara dos Deputados e aguarda definição após conversa com o presidente. Impacto político e econômico A possível saída em bloco de ministros da área econômica amplia a expectativa por uma reforma ministerial estratégica, com impactos diretos na condução da política fiscal, nos projetos de infraestrutura e na interlocução com o Congresso Nacional. O movimento reforça o início antecipado das articulações eleitorais dentro do governo federal e pode redefinir o equilíbrio político entre partidos da base aliada, especialmente PT, MDB, PSD, PSB e Republicanos, em um ano decisivo para o cenário nacional.
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