Irã anuncia filho de Ali Khamenei como novo líder supremo

A Assembleia dos Especialistas do Irã anunciou neste domingo (8) a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país. Ele é filho do aiatolá Ali Khamenei, que morreu no último fim de semana em meio à escalada militar envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. A decisão ocorre em um momento de forte tensão no Oriente Médio, com trocas de ataques, ameaças militares e preocupações internacionais sobre a possibilidade de ampliação do conflito na região. Escalada militar no Oriente Médio O Comando Central dos Estados Unidos confirmou neste domingo a morte de um militar americano que havia sido ferido em um ataque iraniano realizado em 1º de março. Com isso, o número de soldados dos EUA mortos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, chegou a sete. Em paralelo, o ex-presidente americano Donald Trump comentou a sucessão no Irã e afirmou que o novo líder iraniano “não vai durar muito” sem aprovação de Washington. “Ele vai ter que obter nossa aprovação. Se não obtiver, não vai durar muito”, declarou Trump em entrevista à rede ABC News. A fala provocou reação imediata do governo iraniano. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que a escolha do líder supremo é uma decisão interna do país. “Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. Cabe ao povo iraniano escolher seu líder”, disse o chanceler. Irã ameaça atacar bases americanas e elevar preço do petróleo Autoridades iranianas também ampliaram o tom das ameaças militares. O porta-voz do comando militar central do país, Ebrahim Zolfaghari, alertou que Teerã poderá atacar instalações petrolíferas na região caso os bombardeios israelenses contra a infraestrutura energética iraniana continuem. Segundo ele, a escalada do conflito pode provocar uma disparada no preço global do petróleo. “Se podem tolerar que o petróleo ultrapasse 200 dólares por barril, continuem com esse jogo”, afirmou. O conflito já atingiu instalações de energia no território iraniano. Bombardeios israelenses contra depósitos de combustível provocaram grandes colunas de fumaça sobre a capital Teerã, deixando partes da cidade sem energia elétrica durante o dia. Israel diz que guerra pode se prolongar O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, afirmou que o país deve se preparar para um conflito prolongado. “Israel está em estado de emergência há dois anos. Precisamos de paciência, porque a guerra pode levar muito tempo”, declarou. O Exército israelense também informou que atacou o quartel-general da chamada “força espacial” da Guarda Revolucionária do Irã em Teerã e instalações ligadas à Agência Espacial Iraniana. Mísseis e vítimas na região Em resposta aos ataques, a Guarda Revolucionária anunciou o lançamento de mísseis contra cidades israelenses como Tel Aviv e Beersheva, além de uma base aérea na Jordânia. A escalada militar também atingiu outros países do Oriente Médio. Na Arábia Saudita, duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas após a queda de um projétil em uma área residencial de Al-Jarj, região que abriga uma base militar americana. No Líbano, autoridades informaram que ataques israelenses na última semana deixaram 394 mortos, incluindo 83 crianças e 42 mulheres, além de mais de 517 mil pessoas deslocadas.
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