Tebet troca MDB pelo PSB e se alinha a Lula para disputa ao Senado por São Paulo

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, oficializou neste sábado (21) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro e deve disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. O movimento, articulado nos bastidores do Palácio do Planalto, consolida o alinhamento da ministra com o presidente Lula da Silva (PT) e escancara o esvaziamento político do Movimento Democrático Brasileiro no estado. Em nota, o PSB celebrou a chegada de Tebet e classificou a filiação como um reforço estratégico para o partido, destacando que a ministra “engrandece um grupo político que almeja construir o futuro do país”. Nos bastidores, porém, a leitura é mais pragmática: trata-se de uma movimentação calculada para garantir palanque competitivo ao projeto de Lula em São Paulo. Racha no MDB e isolamento político A saída de Tebet ocorre em meio a divergências internas no MDB, que tende a se aproximar do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de setores ligados ao bolsonarismo, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O reposicionamento do partido praticamente inviabilizou a permanência da ministra na legenda. Eleita senadora pelo MDB entre 2015 e 2023, Tebet agora aposta em uma nova estrutura partidária para viabilizar seu retorno ao Congresso, desta vez com o apoio direto do Planalto. Articulação de Alckmin e nova engenharia eleitoral A filiação foi costurada com participação ativa do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) e da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que têm atuado para fortalecer o partido no maior colégio eleitoral do país. A movimentação integra uma estratégia mais ampla de Lula para reorganizar sua base em São Paulo, estado historicamente resistente ao PT em disputas majoritárias. Disputa acirrada no horizonte Com a entrada de Tebet no PSB, o tabuleiro eleitoral paulista ganha novos contornos. A ministra surge como nome competitivo para o Senado, mas deve enfrentar um cenário polarizado e altamente disputado. Nos bastidores, aliados avaliam que a candidatura da ministra representa uma tentativa de equilibrar forças diante do avanço de nomes ligados à direita no estado. Ainda assim, o sucesso da empreitada dependerá da capacidade do governo de sustentar sua base política e conter desgastes até 2026. A filiação de Tebet, mais do que uma simples troca partidária, expõe o redesenho das alianças nacionais e antecipa o clima de tensão que deve marcar a próxima eleição.
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