Delação bomba de ex-diretora expõe suposta conexão entre política e facções em presídios da Bahia
O sistema prisional baiano é o novo epicentro de uma crise que ameaça as bases do governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Uma delação premiada, firmada por uma ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, trouxe à tona revelações perturbadoras sobre o uso das unidades prisionais para fins políticos e o suposto diálogo facilitado com organizações criminosas. As investigações, que correm sob sigilo, apontam que o sistema teria sido desvirtuado para servir como curral eleitoral e moeda de troca financeira. Segundo os depoimentos, a estrutura do Estado pode ter sido utilizada para a captação de votos e para garantir a circulação sem restrições de chefes de facções dentro dos presídios. Fugas e suspeitas de facilitação A denúncia projeta uma sombra sobre a fuga em massa ocorrida em dezembro de 2024, quando 16 detentos escaparam da unidade de Eunápolis. O que antes era tratado como falha estrutural, agora é reanalisado pelas autoridades sob a ótica da omissão deliberada e da facilitação. A suspeita é de que eventos de indisciplina e fugas fizessem parte de acordos espusos para aliviar a pressão sobre lideranças detidas. Para a oposição, liderada por nomes como ACM Neto (União Brasil), o cenário é o reflexo de décadas de uma política de segurança pública falha. O grupo oposicionista exige transparência total e a instalação de mecanismos de controle externo para auditar a Secretaria de Administração Penitenciária.
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