Contaminação em São Tomé de Paripe intensifica debate e pressão por respostas em Salvador

A contaminação ambiental na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, voltou ao centro das discussões políticas durante sessão da Câmara Municipal, reacendendo cobranças por providências e responsabilização. O debate ocorreu na 19ª sessão ordinária, conduzida pelo presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), e reuniu diferentes posicionamentos sobre as causas e soluções para o problema. Desde fevereiro de 2026, a praia está interditada após a identificação de níveis elevados de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia. O cenário inclui manchas coloridas, morte de peixes e suspensão da pesca, afetando diretamente a população local. A situação levou o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos a interromper atividades de um terminal marítimo na região, após indícios de ligação com a contaminação. A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) destacou a gravidade do caso e reforçou a necessidade de mobilização política e social. Ela convocou parlamentares para uma audiência pública voltada ao tema, com foco em justiça ambiental e reparação às comunidades atingidas. O encontro conta com a participação das vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT). Durante a sessão, divergências marcaram o debate. O vereador Luiz Carlos atribuiu a responsabilidade à antiga empresa instalada no local, enquanto Aladilce contestou a afirmação com base em laudos técnicos que indicariam a presença de substâncias contaminantes na estrutura atualmente em operação. Carlos Muniz defendeu cautela e reforçou a necessidade de apuração rigorosa, destacando que eventuais passivos ambientais devem ser assumidos, independentemente de mudanças na gestão ou propriedade das empresas envolvidas. Segundo ele, o principal objetivo é garantir que a população não seja prejudicada. Já o vereador Claudio Tinoco (União Brasil) chamou atenção para o que classificou como ausência de posicionamento do Governo do Estado. Ele ressaltou que a gestão da Baía de Todos-os-Santos é de competência estadual e cobrou maior atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental.
Fonte: Clique aqui

Deixe o primeiro comentário