Bolsonaro segue com limitações no ombro, dizem médicos

Quatro semanas após passar por uma cirurgia no ombro direito, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda enfrenta limitações no processo de recuperação e não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia. Relatórios divulgados nesta semana apontam que o líder conservador apresenta rigidez articular, restrições de movimento, redução da força muscular e dificuldades relacionadas à cicatrização da área operada. De acordo com informações divulgadas por sua equipe médica, Bolsonaro segue realizando apenas uma sessão semanal de fisioterapia. Neste estágio da recuperação, os exercícios autorizados estão restritos aos movimentos de cotovelo, punho e dedos, sem liberação para atividades que exijam maior esforço da articulação do ombro. Segundo o ortopedista Alexandre Firmino, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, o tratamento continua sendo realizado em casa. No 28º dia após o procedimento cirúrgico, Bolsonaro permanece sob uso de medicações em doses elevadas e segue uma dieta com baixa acidez para controlar episódios recorrentes de soluços registrados durante a recuperação. Os médicos informaram ainda que o ex-presidente iniciou atividades aeróbicas leves e progressivas, dentro dos limites estabelecidos para esta fase do tratamento. A pressão arterial está controlada, mas o paciente continua sendo monitorado em razão de um quadro de instabilidade crônica do equilíbrio corporal. A recuperação ocorre enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, medida concedida em março por um período inicial de 90 dias. A decisão levou em consideração a necessidade de tratamento médico após um quadro de broncopneumonia. A equipe médica avalia a evolução clínica de forma contínua e destaca que a liberação para etapas mais avançadas da fisioterapia dependerá da resposta do organismo ao tratamento e da recuperação gradual da mobilidade e da força muscular do ombro operado. Nos bastidores, aliados acompanham a recuperação do ex-presidente.
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