Jaques Wagner não consegue recuperar dinheiro e relógios apreendidos pela PF
O senador Jaques Wagner (PT) ainda não conseguiu reaver o dinheiro em espécie e os relógios apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. A operação apreendeu US$ 55 mil e € 33 mil em endereços ligados ao parlamentar, além de valores em reais e uma coleção de relógios. O montante em moedas estrangeiras foi encontrado durante a fase da investigação realizada em junho. A defesa do senador sustenta que os dólares e euros correspondem a diárias oficiais recebidas para missões internacionais e que não foram utilizadas. Os recursos, segundo a versão apresentada pela assessoria, seriam legais e declarados. Bens seguem no centro da investigação A apreensão dos valores e dos relógios ocorreu no contexto das investigações sobre as relações entre integrantes do chamado caso Banco Master e pessoas próximas ao senador. O dinheiro apreendido em Brasília e Salvador será submetido a perícia para auxiliar na identificação de sua origem. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a quantia em espécie encontrada nos endereços ligados ao parlamentar equivalia a cerca de R$ 471 mil. Até o momento, a investigação não estabeleceu judicialmente que os valores apreendidos tenham origem ilícita. A explicação apresentada pela defesa também permanece sob análise das autoridades responsáveis pelo caso. PGR chegou a questionar apreensões Documentos tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal mostram que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, havia se manifestado contra parte dos pedidos de busca e apreensão formulados pela Polícia Federal, incluindo medidas relacionadas a dinheiro em espécie e bens de alto valor. A manifestação da PGR, entretanto, não impediu o cumprimento das medidas autorizadas no âmbito da investigação. O caso continua em apuração e a eventual devolução dos recursos e dos relógios dependerá das decisões judiciais e da evolução das diligências sobre a origem e a propriedade dos bens. Defesa sustenta legalidade dos recursos Desde a apreensão, a defesa de Wagner afirma que o dinheiro encontrado tem origem lícita. A justificativa apresentada publicamente é de que parte dos dólares correspondia a diárias recebidas em atividades oficiais no exterior e que não havia irregularidade na posse dos valores.
Fonte: Clique aqui




