Tarcísio cobra resposta do STF sobre Moraes e critica PT em ato na Paulista

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobrou nesta segunda-feira (7) uma resposta institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) diante das recentes controvérsias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu durante o ato político realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Tarcísio afirmou que, diante de dúvidas sobre a compatibilidade entre determinadas condutas e o exercício da magistratura, cabe ao STF se reunir para apurar os fatos e apresentar esclarecimentos à sociedade. O governador, porém, evitou ataques diretos a Moraes e adotou tom diferente daquele utilizado em manifestações anteriores. “Uma resposta institucional é necessária”, afirmou Tarcísio durante o discurso. Segundo ele, o tribunal deveria se unir para apurar as questões levantadas e apresentar uma resposta à população. Tarcísio muda tom em relação a Moraes A postura adotada pelo governador na Paulista contrasta com manifestações anteriores, quando fez críticas mais duras ao ministro. Segundo o UOL, aliados de Tarcísio já haviam indicado que o discurso deste 7 de Setembro seria diferente daquele apresentado no ano anterior. Na manifestação desta segunda-feira, o governador concentrou a cobrança na atuação institucional do Supremo, sem repetir os ataques pessoais feitos anteriormente contra Moraes. A mudança ocorre em meio à crise que envolve integrantes da Corte e às discussões sobre informações relacionadas ao ministro e ao banqueiro Daniel Vorcaro. A crise também se tornou um dos principais temas do ato organizado na Paulista, que teve como uma das principais bandeiras o afastamento de Moraes. Flávio Bolsonaro e outras lideranças presentes defenderam publicamente medidas contra o ministro. Críticas ao PT e defesa das manifestações Além das cobranças ao STF, Tarcísio voltou a fazer críticas ao PT. Ao comentar a presença de milhares de pessoas na Avenida Paulista, o governador afirmou que a mobilização lembrava manifestações anteriores realizadas na cidade em defesa de pautas nacionais. Tarcísio citou atos relacionados a denúncias de corrupção e ao chamado “petrolão” como exemplos de mobilizações que marcaram a trajetória política da direita brasileira. A fala ocorreu diante de uma multidão mobilizada para o ato de 7 de Setembro, convocado por lideranças do campo político ligado ao bolsonarismo. A organização havia divulgado como principais motes da manifestação críticas ao governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Flávio e Tarcísio dividem palanque A presença conjunta de Tarcísio e Flávio reforçou a aproximação entre as duas campanhas durante a mobilização em São Paulo. Antes do ato, os dois participaram de uma agenda religiosa na capital paulista e depois seguiram para a Avenida Paulista. O evento reuniu ainda candidatos ao Senado, deputados, dirigentes partidários e outras lideranças políticas. Entre os participantes estavam Ricardo Nunes, Guilherme Derrite, André do Prado, Bia Kicis e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A manifestação ocorre durante a campanha eleitoral de 2026 e em um momento de forte disputa política em torno do STF. Segundo levantamento do UOL, atos realizados em São Paulo neste 7 de Setembro tiveram as críticas a Moraes e ao Supremo entre os principais pontos de mobilização. Crise no STF entra na campanha eleitoral A fala de Tarcísio coloca o debate sobre o Supremo entre os temas que passaram a ocupar espaço na campanha eleitoral em São Paulo. O governador defendeu que eventuais dúvidas sejam investigadas, enquanto aliados de Flávio adotaram uma posição mais firme e pediram o afastamento imediato de Alexandre de  Moraes.
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