João Roma critica decisões judiciais que levaram ao cancelamento do debate da Globo
O candidato ao Senado pela Bahia João Roma (PL) criticou as decisões judiciais que alteraram as regras do debate presidencial da TV Globo, que acabou cancelado na noite de quinta-feira (1º). Para o dirigente, mudanças determinadas a poucas horas do programa prejudicaram o confronto entre os candidatos e levantaram questionamentos sobre a atuação do Judiciário no processo eleitoral. “Não é saudável que regras conhecidas pelas campanhas sejam alteradas por sucessivas decisões judiciais a poucas horas de um debate”, afirmou Roma, em declaração divulgada à imprensa. A controvérsia começou após decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do debate. A magistrada também proibiu que os demais candidatos fizessem perguntas direcionadas ao espaço vazio. Na sequência, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos no programa. Pouco depois, Flávio Bolsonaro anunciou que não participaria do debate. A Globo então cancelou o evento, alegando que as decisões judiciais haviam alterado regras previamente estabelecidas. Roma defende regras e liberdade de imprensa Segundo Roma, a sequência de decisões criou insegurança jurídica e retirou dos eleitores a possibilidade de acompanhar o confronto direto entre os candidatos. “Debate eleitoral não pertence a um candidato, a um partido ou a uma emissora. É um instrumento do eleitor, que tem o direito de conhecer propostas, confrontar ideias e avaliar quem pretende governar o país”, declarou. O candidato também defendeu a liberdade de imprensa e a autonomia das emissoras para organizar debates dentro das regras eleitorais. A Globo confirmou o cancelamento após receber as duas determinações judiciais e afirmou que elas interferiram nas regras previamente acordadas. Na avaliação de Roma, o episódio reforça a necessidade de previsibilidade nas regras eleitorais. “Democracia se faz com regras claras. Eleição se decide com voto, ideias e liberdade”, afirmou.
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