Operador ligado a lobista do grupo de Alexandre Padilha ofereceu R$ 2 bilhões da Previ a Vorcaro, diz revista
O operador financeiro Hamilton Buselin, apontado como ligado a Júlio Cezar, lobista associado ao grupo político do ministro Alexandre Padilha (PT-SP), teria oferecido ao banqueiro Daniel Vorcaro acesso a uma operação de captação de até R$ 2 bilhões da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. As informações foram publicadas pela revista Veja nesta sexta-feira (16), por Robson Bonin. 17/07/23 – Ministro de Relações Institucionais da Presidência da República Alexandre Padilha, recebeu em audiência, os chefes dos fundos de pensão PREVI – Joao Fukunaga POSTALIS – Camilo Fernandes dos Santos FUNCEF – Ricardo Pontes PETROS – Henrique Jäger. (Gil Ferreira/Ascom/SRI/Divulgação) Segundo a publicação, em mensagens enviadas no fim de 2023 a um intermediário de Vorcaro, Buselin afirmou que havia disponibilidade de recursos na Previ para a aquisição de letras financeiras. O operador também teria descrito uma articulação para aproximar o Banco Master da direção do fundo e facilitar futuras operações. “Para que isso seja feito, seja liberado, a gente tem todo o roteiro. Inclusive as pessoas no Banco do Brasil já estão instruídas a esperar e receber o que a gente encaminhar. A coisa já está totalmente montada”, afirmou Buselin, de acordo com os trechos reproduzidos pela revista. Lobista ligado ao grupo de Padilha A reportagem associa a articulação a Júlio Cezar, apontado como lobista ligado ao grupo de Padilha nas relações com fundos de pensão estatais. Conforme a publicação, mensagens extraídas do celular de Vorcaro e registros de entrada no Palácio do Planalto indicariam contatos entre o banqueiro e integrantes desse grupo. A Veja relata que Júlio teria atuado para aproximar Vorcaro de dirigentes de fundos de previdência de funcionários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios. A publicação também menciona reuniões realizadas no Planalto quando Padilha ocupava a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. As mensagens atribuídas a Buselin sugeririam que a aproximação com a Previ seria o primeiro passo para ampliar a presença do Banco Master no mercado de fundos de pensão, com possibilidade de captações futuras superiores ao valor inicialmente mencionado. Investimentos não foram concretizados Apesar das tratativas relatadas, os investimentos mencionados não chegaram a ser realizados pela Previ, segundo informações publicadas pelo UOL. A proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro foi rejeitada pelas autoridades, e as alegações de irregularidades precisam ser distinguidas de fatos comprovados judicialmente. Em declarações anteriores, Padilha negou ter atuado em favor do Banco Master ou de Vorcaro e rejeitou acusações de envolvimento em irregularidades. Outros citados também negaram participação em suposto esquema ou recebimento de propina. O caso amplia os questionamentos sobre as tentativas de aproximação do Banco Master com fundos de previdência estatais e sobre a atuação de intermediários com acesso a dirigentes públicos. As acusações relatadas pela revista dependem de apuração e comprovação pelas autoridades competentes.
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