Tarifa zero de Lula enfrenta críticas do PL e PT
A promessa do presidente Lula da Silva (PT) de oferecer transporte público gratuito nos fins de semana enfrenta críticas da oposição e questionamentos sobre o financiamento. Anunciada em 15 de outubro, a medida prevê o envio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional, com recursos provenientes de emendas parlamentares. O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), principal articulador da iniciativa dentro do partido, afirmou à CNN Brasil que a gratuidade seria implementada gradualmente. A ideia é começar pelos fins de semana, ampliar o benefício para desempregados e passageiros que utilizam o transporte durante a madrugada e, posteriormente, alcançar a tarifa zero integral. Financiamento ainda é desafio Tatto também defende mudanças nos contratos entre empresas de transporte e prefeituras. Em vez de remunerar as operadoras pelo número de passageiros transportados, o modelo passaria a considerar os quilômetros rodados. O deputado reconheceu, porém, que a destinação de emendas parlamentares para um fundo de financiamento pode enfrentar resistência no Congresso. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Tatto estima que a proposta de tarifa zero poderá custar cerca de R$ 16 bilhões por ano. O valor reforça o debate sobre a definição das fontes de recursos para viabilizar a iniciativa. PL questiona promessa de Lula O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), criticou a proposta e questionou como o benefício seria custeado, uma vez que os municípios são responsáveis pela operação do transporte coletivo urbano. “É mais uma promessa eleitoreira e que pode quebrar as prefeituras”, afirmou o deputado, segundo a CNN Brasil. A proposta ainda depende de tramitação e aprovação no Congresso. Sem a definição detalhada do financiamento e dos mecanismos de execução, permanecem em aberto questões sobre a participação da União e o impacto da gratuidade nos sistemas municipais de transporte.
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