MPF investiga diretor-geral da PF por suspeita de vazamento que envolve o filho e o irmão de Lula

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um Procedimento Investigatório Criminal para apurar se o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgou informações sigilosas da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão ocorreu após a 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF rejeitar o arquivamento do caso e determinar o aprofundamento das apurações. O procedimento busca esclarecer se houve descumprimento de dever funcional, violação de sigilo funcional ou eventual improbidade administrativa. Rodrigues deverá prestar esclarecimentos ao Ministério Público, que também determinou a inclusão de documentos judiciais relacionados ao sigilo do inquérito. O caso envolve declarações feitas pelo diretor-geral em abril de 2025 sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), entidade que tinha entre seus dirigentes José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Lula da Silva (PT). Na ocasião, em entrevista ao ICL Notícias, Rodrigues afirmou que o sindicato e seus gestores não eram alvos de buscas e apreensões e declarou que Frei Chico não era investigado na operação. Posteriormente, a entidade passou a ser alvo de apurações relacionadas aos descontos indevidos em benefícios previdenciários. Filho de Lula também foi citado no caso Além das suspeitas envolvendo o irmão do presidente, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, também foi alvo de acusações relacionadas ao esquema do INSS. Seu nome apareceu em depoimentos e informações analisadas pelas autoridades, com suspeitas de possível ligação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A Polícia Federal abriu investigações específicas para apurar suspeitas envolvendo o filho do presidente, incluindo possível tráfico de influência. A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que ele não participou das fraudes. As acusações precisam ser apuradas pelas autoridades e não equivalem a uma condenação. A investigação sobre Andrei Rodrigues, por sua vez, busca esclarecer se informações protegidas por sigilo foram divulgadas indevidamente durante a apuração das fraudes previdenciárias. 
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