Congresso mais conservador será um dos principais desafios de Lula a partir de 2027

O presidente Lula da Silva (PT) deverá enfrentar um Congresso Nacional com maior presença de parlamentares de direita a partir de 2027. A nova composição da Câmara dos Deputados e do Senado exigirá articulação política do Palácio do Planalto para aprovar projetos do governo e evitar derrotas em votações estratégicas. O Partido Liberal (PL) elegeu 121 deputados federais e 19 senadores nas eleições de outubro. Com os parlamentares que continuam com mandato, a legenda deverá iniciar a próxima legislatura com 28 senadores. Na Câmara, a federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 88 cadeiras, enquanto o PT deverá contar com nove integrantes no Senado.  Governo terá de ampliar negociações Após a confirmação de sua vitória nas eleições presidenciais, Lula reconheceu que precisará trabalhar com a composição escolhida pelos eleitores para o Congresso. O cenário amplia a importância das negociações com partidos de centro e com parlamentares que não integram formalmente a base governista. Entre as pautas que o Executivo pretende discutir estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e medidas relacionadas à tarifa zero no transporte público. Para avançar, os projetos dependerão de apoio parlamentar e, conforme o caso, de votações em dois turnos nas duas Casas. Maioridade penal também está em debate Além das propostas do governo, Lula deverá lidar com iniciativas apresentadas pelos próprios congressistas. Entre os temas que podem gerar divergências está a redução da maioridade penal, discutida em propostas de alteração da Constituição. A nova correlação de forças não determina automaticamente o resultado das votações, já que os posicionamentos podem variar conforme o tema. Ainda assim, o tamanho das bancadas de oposição e a necessidade de construir maiorias devem colocar a articulação política entre as principais tarefas do governo a partir de fevereiro de 2027.
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