Rejeição a Lula e Flávio Bolsonaro expõe peso da corrupção e herança política, diz AtlasIntel

Uma pesquisa do instituto AtlasIntel, em parceria com a consultoria Arko Advice, revela que a rejeição aos principais nomes do cenário presidencial brasileiro está diretamente ligada à percepção de corrupção e ao legado político recente. O levantamento, intitulado “Raízes da Rejeição”, mostra que 85,9% dos eleitores que afirmam não votar “de jeito nenhum” em Lula da Silva (PT) apontam a associação com corrupção como principal motivo. Já entre os que rejeitam Flávio Bolsonaro, 74,4% citam a desaprovação ao governo de Jair Bolsonaro como fator determinante. Imagem negativa e disputa equilibrada Segundo a pesquisa, 44% dos entrevistados têm imagem negativa de Flávio Bolsonaro, enquanto 43% avaliam negativamente Lula — um cenário que indica alta rejeição cruzada entre os dois polos políticos. O estudo ouviu 4.224 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 16 e 23 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais. Corrupção domina rejeição a Lula No caso do presidente, a percepção de envolvimento ou conivência com corrupção supera outros fatores relevantes, como: Geração de dependência do Estado (45,7%) Projeto de poder autoritário (33,2%) Avaliação negativa de sua gestão (29,9%) A imagem do petista ainda é impactada por episódios como o Mensalão e a Operação Lava Jato, que resultaram em condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, permitindo sua volta ao cenário eleitoral em 2022. Flávio herda desgaste do bolsonarismo Já no caso de Flávio Bolsonaro, o principal entrave eleitoral é o legado do governo de seu pai. Além disso, outros fatores aparecem com peso relevante: Percepção de envolvimento ou conivência com corrupção (62,7%) Associação a projeto autoritário (47,2%) Avaliação de oportunismo político (31,5%) A gestão de Jair Bolsonaro é apontada como elemento central dessa rejeição, influenciada por episódios como a condução da pandemia de COVID-19 e crises institucionais ao longo do mandato. Desafio eleitoral  Analistas avaliam que o principal desafio de Flávio Bolsonaro é se descolar da imagem do pai sem romper com sua base eleitoral. Em análise pública, o cientista político Renato Dorgan afirma que o senador é visto por parte do eleitorado como uma versão mais moderada de Jair Bolsonaro, mas ainda carrega o peso da rejeição consolidada ao ex-presidente. O cenário desenhado pela AtlasIntel indica que, apesar da liderança nas intenções de voto em diferentes pesquisas, tanto Lula quanto potenciais adversários enfrentam altos índices de rejeição, um fator que pode ser decisivo na definição das eleições presidenciais de 2026.
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