Uso de Mounjaro por ministros leva STF a atualizar sistema de reconhecimento facial
O avanço do uso de medicamentos para emagrecimento entre autoridades, servidores e frequentadores da Praça dos Três Poderes passou a produzir efeitos inusitados até mesmo na rotina de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, as transformações físicas provocadas pelo medicamento Mounjaro têm levado a Corte a atualizar cadastros biométricos devido a falhas no sistema de reconhecimento facial. De acordo com a publicação, as mudanças na aparência de diversos usuários foram tão significativas que o sistema passou a apresentar dificuldades para identificar pessoas previamente cadastradas. Como consequência, aumentou a procura por recadastramentos com fotografias atualizadas para garantir o acesso às dependências do tribunal. Relatos obtidos pela coluna junto a funcionários responsáveis pelo setor de cadastramento indicam que o fenômeno tem provocado uma espécie de “reinicialização” no banco de dados utilizado pelo sistema de segurança do STF. O Mounjaro, medicamento cujo princípio ativo é a tirzepatida, ganhou notoriedade nos últimos anos por apresentar resultados expressivos na perda de peso, especialmente entre pacientes com diabetes tipo 2 e pessoas em tratamento contra a obesidade. A redução acelerada de medidas corporais e alterações nos contornos faciais têm sido amplamente relatadas por usuários em diferentes países. No ambiente do Supremo, as mudanças físicas passaram a impactar diretamente os mecanismos tecnológicos utilizados para controle de acesso. Sistemas de reconhecimento facial operam com base em características biométricas específicas, analisando pontos de referência do rosto para confirmar a identidade do usuário. Quando ocorrem alterações significativas na estrutura facial, a precisão da identificação pode ser reduzida. O episódio chama atenção para os desafios enfrentados por sistemas de autenticação biométrica diante das transformações físicas provocadas por tratamentos médicos, cirurgias ou processos intensos de emagrecimento. Nos últimos anos, o STF ampliou investimentos em tecnologia e segurança institucional, adotando mecanismos digitais de identificação para reforçar o controle de entrada em suas instalações. O uso do reconhecimento facial passou a integrar esse conjunto de ferramentas voltadas à proteção de magistrados, servidores e visitantes. Embora o tribunal não tenha divulgado números oficiais sobre recadastramentos relacionados ao tema, os relatos revelam um efeito inesperado da popularização dos medicamentos para perda de peso entre integrantes dos três poderes.
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