Alcolumbre impõe tramitação da PEC da escala 6×1 e esvazia estratégia de Otto Alencar no Senado
O presidente do Congresso Nacional e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)), consolidou sua posição na condução da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim gradual da escala 6×1, frustrando a estratégia defendida pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar. Nos bastidores de Brasília, a divergência girou em torno do rito de tramitação da matéria. Otto defendia uma análise mais célere da proposta, enquanto Alcolumbre sustentou que o texto deveria seguir o fluxo tradicional do Senado, passando pelas comissões antes de eventual votação em plenário. O entendimento do presidente da Casa prevaleceu. De acordo com informações divulgadas na imprensa nacional, uma reunião entre os dois senadores chegou a ser prevista, mas acabou não ocorrendo, em meio às discussões sobre o encaminhamento da PEC. O episódio foi interpretado por interlocutores como mais uma demonstração da força política de Alcolumbre na condução das pautas estratégicas do Senado. A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a extinção progressiva da escala 6×1. Ao chegar ao Senado, o texto passou a ser alvo de debates sobre a forma de tramitação e o calendário de análise. Alcolumbre afirmou publicamente que o Senado não deve apenas reproduzir decisões da Câmara e que propostas com impacto nacional precisam ser discutidas nas comissões da Casa antes de seguir para votação final. A posição foi reiterada em pronunciamentos e reuniões com líderes partidários. Já Otto Alencar vinha defendendo prioridade para a PEC aprovada pelos deputados e sinalizava disposição para avançar rapidamente com a matéria na CCJ. O senador baiano também descartou dar preferência a propostas alternativas sobre o tema apresentadas por parlamentares da oposição. Com a decisão de manter o rito tradicional de tramitação, a condução do processo ficou alinhada à estratégia da presidência do Senado, reforçando o protagonismo de Alcolumbre na definição da agenda legislativa e impondo um revés político ao presidente da CCJ no embate sobre os próximos passos da PEC.
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