Augusto Cury declara R$ 242 milhões e entra entre os presidenciáveis mais ricos

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) declarou um patrimônio de aproximadamente R$ 242 milhões ao registrar sua candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. O valor coloca o estreante na disputa entre os candidatos com as maiores fortunas declaradas à Justiça Eleitoral desde a redemocratização. Cury formalizou a candidatura nesta quinta-feira (13), junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com os dados apresentados, cerca de R$ 121 milhões correspondem a um empréstimo concedido por ele à empresa Filadélfia Nature Participações. Outros R$ 54 milhões estão registrados como participações societárias e aproximadamente R$ 33 milhões como ações. A declaração de patrimônio chama atenção porque supera o valor informado por Romeu Zema nesta eleição, de R$ 178,7 milhões, segundo os dados apresentados no registro de candidatura. Cury estreia na política Conhecido nacionalmente pela carreira como escritor, Cury participa pela primeira vez de uma eleição. Ele é autor de livros como A Inteligência Multifocal e O Vendedor de Sonhos e também possui formação em psiquiatria. Em seu plano de governo, o candidato defende a busca por um déficit público próximo de zero e a redução de despesas. Também propõe a adoção do semipresidencialismo e mudanças na educação, com foco no desenvolvimento do pensamento crítico. A candidatura ocorre em meio ao início oficial da campanha eleitoral de 2026, marcado para este domingo (16), conforme o calendário da Justiça Eleitoral. Zema declara R$ 178,7 milhões Entre os candidatos que já apresentaram a declaração de bens para a eleição deste ano está Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais. O patrimônio informado pelo candidato é de R$ 178.707.610,09, distribuído entre participações societárias, fundos de investimento e imóveis. O valor declarado em 2026 é inferior às maiores fortunas registradas por candidatos presidenciais em eleições anteriores, mas coloca Zema entre os principais patrimônios declarados na atual disputa. Amoêdo declarou R$ 425 milhões em 2018 O maior patrimônio já declarado por um candidato à Presidência em uma eleição democrática brasileira continua sendo o de João Amoêdo, que informou possuir R$ 425.066.485,46 na disputa de 2018. Engenheiro e administrador, Amoêdo construiu carreira no mercado financeiro antes de ingressar na política. Sua declaração incluía imóveis, fundos de investimento, participações societárias, uma embarcação e outros ativos. Na mesma eleição, Henrique Meirelles declarou R$ 377.496.700,70. O patrimônio do então candidato era formado principalmente por ações e fundos de investimento, além de imóveis e recursos mantidos no exterior. Os dois permanecem entre as maiores fortunas declaradas por candidatos ao Palácio do Planalto. Patrimônio declarado não significa dinheiro disponível A declaração apresentada ao TSE reúne bens, direitos, participações empresariais, investimentos e créditos em nome do candidato. O valor total, portanto, não corresponde necessariamente a dinheiro disponível em conta. No caso de Cury, por exemplo, metade do patrimônio declarado está registrada como crédito decorrente de empréstimo a uma empresa, enquanto outra parcela relevante está vinculada a participações societárias e ações. Os valores também são autodeclarados pelos candidatos e ficam sujeitos à análise da Justiça Eleitoral durante o processo de registro. Com a entrada de Augusto Cury na disputa, a eleição de 2026 passa a reunir novamente candidatos com patrimônios de nove dígitos, em uma lista que inclui empresários, investidores e nomes que construíram suas carreiras fora da política.
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