Cantora baiana pressiona STF e cobra decisão travada contra Eduardo Bolsonaro

A cantora baiana Daniela Mercury decidiu elevar o tom e cobrar diretamente o Supremo Tribunal Federal pela demora na análise de uma queixa-crime apresentada contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Por meio de seus advogados, a artista encaminhou manifestação ao ministro Nunes Marques exigindo uma posição sobre o recebimento da ação, que segue sem despacho mesmo após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O processo está parado há cerca de um ano e três meses, período considerado excessivo pela defesa da cantora. A cobrança reacende críticas sobre a morosidade do STF em casos envolvendo parlamentares influentes e amplia o desgaste em torno da atuação do ministro no episódio. Demora seletiva Na petição encaminhada ao Supremo, os advogados de Daniela Mercury destacam que outros processos de natureza semelhante passaram pelo gabinete de Nunes Marques em prazos muito inferiores, variando de 11 dias a quatro meses. A comparação foi usada para reforçar o argumento de que o caso da cantora estaria sendo tratado de forma desigual. A defesa sustenta que a inércia do Judiciário acaba por beneficiar o parlamentar, prolongando os efeitos de uma acusação considerada falsa e ofensiva à imagem da artista. Origem da ação A queixa-crime foi apresentada após a divulgação de um vídeo por Eduardo Bolsonaro no qual ele atribui a Daniela Mercury uma declaração polêmica sobre Jesus Cristo, com termos que a cantora nega ter usado. Segundo a artista, o conteúdo configura fake news e tem caráter difamatório. O caso ganhou repercussão política por envolver um integrante da família Bolsonaro e uma figura pública conhecida por posições críticas ao bolsonarismo, o que intensificou a pressão sobre o Supremo.
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