Ciro Gomes acusa STF de fraude após derrota no Ceará
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) afirmou que foi “roubado” na eleição para o governo do Ceará e anunciou que pretende contestar judicialmente o resultado. Derrotado por Elmano de Freitas (PT), que foi reeleito com 53,19% dos votos válidos, Ciro atribuiu ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsabilidade pelo que chamou de “fraude judicial”. A principal crítica do ex-candidato é uma decisão de Toffoli que autorizou a reposição de cerca de 900 inserções de propaganda da campanha petista nos dias anteriores à votação. A medida foi relacionada à compensação de tempo de propaganda que, segundo a decisão, não havia sido veiculado anteriormente. Ciro sustenta que a divulgação na reta final prejudicou sua candidatura, mas não apresentou provas que comprovem fraude na apuração ou no resultado eleitoral. A declaração contrasta com a posição defendida por Ciro durante a eleição presidencial de 2022. Naquele ano, em seu “Manifesto à Nação”, ele classificou as urnas eletrônicas como “invioláveis” e rejeitou as acusações de fraude no sistema de votação feitas por Jair Bolsonaro, argumentando que o problema estava no que chamou de “estelionato eleitoral” dos adversários.
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