Em crise de compostura, Lula mostra o dedo do meio em palanque oficial

A liturgia do cargo mais alto da República sofreu um duro golpe na manhã desta sexta-feira (3), durante uma solenidade oficial realizada no Palácio do Planalto. Em meio a discursos institucionais e anúncios de verbas, o presidente Lula da Silva (PT) quebrou todos os protocolos de etiqueta e civilidade ao erguer o dedo do meio em direção à plateia e às câmeras de transmissão, uma atitude vulgar e incompatível com a dignidade que a cadeira presidencial exige. O episódio gerou perplexidade imediata e levantou debates profundos sobre o alarmante declínio do decoro na política nacional. Foto: Reprodução/Canal Gov. O gesto obsceno ocorreu enquanto o petista, que já caminha para os 81 anos de idade, discursava de improviso para defender a expansão do acesso da população carente a atendimentos médicos de ponta. Ao rebater críticos com uma retórica agressiva, Lula disparou que é preciso acabar com a ideia de que o pobre não gosta de coisa boa, emendando a frase com um chocante “aqui para eles” e exibindo o dedo médio em riste. Em qualquer ambiente social civilizado, uma manifestação desse nível vinda de uma autoridade, seja um diretor de escola ou até mesmo o síndico de um condomínio onde famílias e crianças residem, seria considerada um insulto intolerável, passível de punição ou afastamento sumário. Tratando-se do mandatário da nação, o ato ganha contornos de um vexame internacional. Correria e bilhões em véspera de veto eleitoral O evento de sexta-feira marcou o encerramento de uma maratona de viagens e palanques promovida pelo governo federal nas últimas semanas. A pressa do Planalto tem justificativa jurídica, a partir deste sábado entra em vigor o defeso eleitoral, período legal que proíbe governantes de anunciar obras ou realizar entregas públicas nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições de outubro. Na tentativa de faturar politicamente até o último minuto do cronômetro, a gestão federal usou o palco da cerimônia para empacotar um montante de 464,8 milhões de reais em repasses pulverizados, englobando desde a compra de ambulâncias e micro-ônibus hospitalares até verbas para exames oncológicos.  
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