Em recado direto à oposição, Lula diz que “tranqueiras que governaram o país não vão volta
O presidente Lula da Silva (PT) elevou novamente o tom contra seus adversários políticos nesta segunda-feira durante a 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, em Brasília. Sem citar nomes, Lula afirmou que o Brasil “nunca mais será governado por negacionistas” e classificou antigos gestores do país como “tranqueiras”, numa crítica direcionada, ainda que velada, ao bolsonarismo, especialmente após o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. “Eu estou com 80 anos de idade, mas vou dizer uma coisa para vocês, tem muita gente com 40 ou 50 que não tem 20% da causa que eu tenho para lutar por esse povo”, discursou Lula, em um tom de confronto que marcou o evento. Em seguida, fez o ataque mais contundente da tarde. “Nunca mais, nunca mais os negacionistas, essas tranqueiras que governaram este país, vão voltar a governar este país, nunca mais porque o povo não vai permitir.” Recado à nova disputa eleitoral As declarações ocorreram 72 horas após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. Embora Lula não tenha mencionado o parlamentar, aliados do governo viram na fala uma resposta direta ao movimento do PL, que tenta consolidar um novo nome após o enfraquecimento eleitoral de Jair Bolsonaro, que segue inelegível. O termo “negacionista”, que voltou ao centro do discurso político, foi amplamente usado para criticar o grupo bolsonarista durante a pandemia de Covid-19, quando o ex-presidente e diversos aliados minimizaram a gravidade do vírus e questionaram a eficácia das vacinas. Lula tenta se contrapor ao avanço da oposição No mesmo evento, Lula buscou reforçar sua imagem de líder experiente e comprometido com políticas sociais. O petista insistiu que as ameaças ao país vêm de setores que, segundo ele, colocam em risco avanços sociais históricos. “Nós não temos que permitir que o negacionismo volte a destruir este país”, afirmou, alinhando o discurso a uma defesa contundente da assistência social e das políticas públicas implementadas por sua gestão. A fala ocorre num momento em que o governo tenta consolidar apoio, ampliar presença em setores estratégicos e se antecipar ao debate eleitoral de 2026, que, na prática, já começou.
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