Festa do Flamengo no Centro do Rio tem revistas, filas e operação de guerra para conter fogos e tumultos

A comemoração do tetracampeonato do Flamengo transformou o Centro do Rio em um grande corredor rubro-negro neste domingo, mas o clima de festa também trouxe um forte esquema de segurança, longas filas e apreensões desde cedo. Com o desfile do elenco em trio elétrico marcado para a tarde, a prefeitura montou uma operação semelhante à vista no réveillon de Copacabana e nos megablocos do Carnaval, espalhando 21 pontos de revista por toda a região central. Os acessos mais procurados, como a Praça XV e a Rua da Assembleia, registraram filas constantes, com espera entre cinco e dez minutos. Equipes orientavam torcedores sobre itens proibidos e reforçavam a fiscalização. Até o fim da manhã, servidores relataram recolhimento de objetos cortantes, drogas e grande quantidade de fogos de artifício — todos vetados na área oficial da festa. Apesar disso, rojões continuaram sendo estourados do lado de fora dos pontos de revista, criando momentos de tensão entre quem tentava avançar para acompanhar o cortejo. Para conter riscos, o policiamento foi ampliado: um camburão da PM e uma ambulância permaneciam posicionados em frente ao Palácio Tiradentes, enquanto cerca de 20 agentes do Batalhão de Choque faziam rondas pelo entorno. A logística do evento também alterou o funcionamento de importantes vias da região. Ruas como Primeiro de Março e Presidente Antônio Carlos foram totalmente bloqueadas desde as 5h, afetando o trânsito e obrigando mudanças no transporte público. A CET-Rio recomenda que os torcedores priorizem o metrô, já que as linhas de ônibus operam com desvios e o Terminal Menezes Cortes funciona com embarques temporários. Com o sol forte e milhares de torcedores concentrados desde cedo, a expectativa é de que o deslocamento do trio elétrico leve ainda mais gente às ruas ao longo do dia. A operação seguirá ativa até o fim da tarde, quando o tráfego começará a ser normalizado. Enquanto isso, a festa rubro-negra segue intensa — mas sob vigilância reforçada.
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