Flávio Bolsonaro é orientado a aprofundar propostas, enquanto Lula deve destacar legado na Globo

As campanhas de Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ajustaram as estratégias para o último debate presidencial das eleições de 2026, marcado para esta sexta-feira (23), às 21h20, na TV Globo. A dois dias da votação, a equipe do senador pretende reforçar a apresentação de propostas, enquanto o presidente deve destacar as realizações de seus governos e evitar provocações. A preparação de Flávio conta com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que defende mudanças em relação ao confronto anterior, realizado pela Band. Segundo reportagem do Correio Braziliense, a avaliação entre aliados é que o senador precisa reduzir a repetição de críticas e explicar com mais clareza como pretende colocar suas propostas em prática. Flávio deve enfatizar economia e segurança pública Entre as propostas que podem ganhar destaque estão um programa de renegociação de dívidas, com juros menores e prazos mais longos, e a redução da estrutura administrativa federal, com a extinção de pelo menos dez ministérios. Na segurança pública, o candidato defende a redução da maioridade penal para 16 anos e o enquadramento de facções criminosas como organizações narcoterroristas. A preparação também envolve respostas a questionamentos sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A Polícia Federal investiga suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas a essa relação e a negócios ligados ao setor de apostas esportivas. Flávio e Tomaz negam irregularidades, e as suspeitas ainda dependem da apuração das autoridades.  Lula deve destacar experiência e programas sociais Do lado do presidente, a orientação é manter a calma, evitar provocações e apresentar resultados de seus governos, especialmente na área social. A equipe também preparou respostas sobre economia, custo de vida, segurança pública e benefícios sociais, temas que podem influenciar a avaliação dos eleitores indecisos. Lula participou de treinamentos na quinta-feira (22), com integrantes de sua campanha, entre eles o senador Camilo Santana, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o ministro Sidônio Palmeira e a jornalista Olga Curado. A estratégia inclui reconhecer as dificuldades enfrentadas pelas famílias com o custo de vida e defender as medidas adotadas pelo governo para ampliar a renda. A campanha também se prepara para perguntas sobre a lobista Roberta Luchsinger, mencionada no material de origem como alvo de investigação da Polícia Federal. A equipe pretende orientar o presidente a responder aos questionamentos sem transformar o debate em uma sequência de acusações pessoais. Debate será o último  O encontro será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli, e terá transmissão ao vivo após o Jornal Nacional. A emissora também estabeleceu regras para limitar a circulação dos candidatos pelo cenário, após as reclamações relacionadas ao confronto anterior. 
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