Governo eleva mistura de etanol na gasolina e setor sucroenergético comemora medida
O governo federal decidiu aumentar a mistura obrigatória de etanol na gasolina, passando de 30 por cento para 32 por cento, em uma tentativa de conter os impactos da alta internacional do petróleo. A medida deve entrar em vigor até o início de maio, após deliberação do Conselho Nacional de Política Energética, CNPE, comandado pelo ministro Alexandre Silveira. A decisão ocorre em meio à escalada dos preços dos combustíveis, influenciada por tensões no Oriente Médio, e faz parte de um conjunto de ações adotadas pelo Palácio do Planalto para reduzir a pressão inflacionária e o impacto direto no bolso do consumidor. No setor produtivo, a reação foi imediata e positiva. Usinas de etanol e representantes da indústria sucroenergética comemoraram o aumento da mistura, avaliando que a medida fortalece a demanda interna, amplia a previsibilidade do mercado e reduz a dependência de combustíveis fósseis importados. Estudos técnicos já concluídos indicaram viabilidade para a elevação do percentual, o que permitiu ao governo avançar com a mudança. A expectativa é que o maior uso de etanol ajude a amortecer oscilações no preço da gasolina, embora especialistas apontem possível impacto na eficiência energética dos veículos. Paralelamente, o governo também enviou ao Congresso Nacional um projeto para autorizar o uso de receitas extraordinárias geradas pelo petróleo na redução de tributos sobre combustíveis, incluindo etanol, gasolina, diesel e biodiesel. A iniciativa busca evitar o repasse integral das altas internacionais ao consumidor final. Apesar da mudança na gasolina, ainda não há definição sobre aumento na mistura de biodiesel ao diesel. A equipe econômica segue monitorando o cenário externo e os efeitos internos das medidas já adotadas.
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