Jaques Wagner e Angelo Coronel disputam protagonismo no Senado
A aprovação do projeto de lei que regulamenta o percentual mínimo de cacau em chocolates produzidos no Brasil (PL 1.769/2019) não serviu apenas para elevar o padrão de qualidade do doce nacional. O debate no plenário revelou uma disputa de território e prestígio entre dois pesos pesados da política baiana: os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos). Relator da proposta, Coronel assumiu o comando da narrativa e a condução da matéria, o que gerou um desconforto público no líder do governo. Wagner, que historicamente possui forte base na região cacaueira da Bahia, não escondeu o incômodo por ter sido preterido na função de relator. Durante a sessão, o petista fez questão de marcar posição, enfatizando que sua atuação nos bastidores foi fundamental para a articulação da pauta junto ao Palácio do Planalto. Disputa por visibilidade e redes sociais A concorrência sutil entre os aliados transbordou para o ambiente digital. Assim que o texto foi aprovado, ambos os senadores intensificaram postagens em suas redes sociais, cada um reivindicando para si o papel de principal defensor dos produtores de cacau. A movimentação é vista por analistas como um reflexo claro do cenário pré-eleitoral de 2026, onde cada entrega estratégica para o estado da Bahia é disputada palmo a palmo. O projeto estabelece critérios rigorosos para a composição dos chocolates, definindo quantidades mínimas de sólidos de cacau para que o produto possa ser rotulado como tal. A medida busca valorizar a cadeia produtiva, garantir maior transparência ao consumidor e elevar a competitividade do cacau brasileiro no mercado internacional. Apesar das faíscas entre Wagner e Coronel, a união de forças foi suficiente para garantir a vitória do setor produtivo. O texto seguiu para a mesa do presidente Lula da Silva para sanção. Para o setor cacaueiro, a nova lei representa uma vitória histórica contra a “maquiagem” de produtos com baixo teor nutritivo.
Fonte: Clique aqui




