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PMS OUTUBRO 2025
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CPI do Crime mira governos e convoca Jerônimo Rodrigues para depor

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado deu início aos seus trabalhos nesta terça-feira (4) no Senado Federal, com um plano de investigação robusto e foco na expansão das facções criminosas em todo o país. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou um plano com nove eixos temáticos, que incluem o tráfico de drogas e armas, a infiltração de organizações criminosas em estruturas políticas e econômicas, e o uso de fintechs, escritórios de advocacia e criptomoedas para lavagem de dinheiro. Entre as autoridades convocadas a depor está o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que deverá explicar as medidas adotadas pelo governo estadual no enfrentamento ao crime organizado — especialmente após o aumento da violência e a escalada das ações de facções na Região Metropolitana de Salvador e no interior baiano. A Bahia vive uma das piores crises de segurança pública de sua história, com altos índices de homicídios e operações policiais contestadas. A convocação de Jerônimo ocorre em meio à pressão nacional por respostas mais firmes do governo petista, acusado por opositores de adotar uma política de segurança “tímida” diante da ousadia crescente do crime. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, também foi chamado pela comissão, que quer entender as estratégias e os resultados das ações integradas com o governo federal. O relator destacou que “a infiltração do crime em setores públicos e privados, inclusive na política, exige respostas urgentes e coordenadas”. Além de Jerônimo Rodrigues, a CPI também convocou governadores e secretários de outros 10 estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará, além de ministros do governo federal como Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e José Múcio Monteiro (Defesa). A lista inclui ainda chefes da Polícia Federal, da Abin e da Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo Alessandro Vieira, o objetivo é compreender o fenômeno dos chamados “novos ilegalismos”, em que organizações criminosas expandem sua atuação para mercados lícitos, disfarçando atividades ilícitas por meio de empresas de fachada, escritórios de advocacia e transações digitais. O relator também pediu relatórios sigilosos de inteligência produzidos pela Polícia Federal, pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério da Defesa, que detalham a estrutura das facções criminosas, o tráfico de armas e drogas, e as conexões com agentes públicos. A CPI ainda aprovou requerimentos para dar tramitação urgente a dois projetos de lei, incluindo o Pacote Anticrimes Violentos e uma proposta que endurece as sanções a adolescentes infratores. Especialistas, jornalistas e pesquisadores renomados também serão ouvidos, entre eles Lincoln Gakiya, promotor de Justiça conhecido por seu trabalho contra o PCC; Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP; e os jornalistas Josmar Jozino, Rafael Soares e Cecília Olliveira, que investigam a atuação de facções no país. A convocação do governador Jerônimo Rodrigues tende a acirrar o debate político em Brasília, uma vez que a Bahia é hoje o estado com maior número de mortes violentas do Brasil e um dos principais redutos eleitorais do PT. 
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