Mensagens da PF apontam Vorcaro como dono da PixBet e acionista do Atlético-MG

Mensagens obtidas pela Polícia Federal durante as investigações envolvendo o Banco Master indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro era apontado por um de seus funcionários como proprietário da casa de apostas PixBet e detentor de uma participação de 25% na SAF do Atlético-MG. Os diálogos foram encontrados no celular de Marilson Roseno da Silva, ex-agente da PF apontado nas investigações como integrante da chamada “A Turma”, grupo que, segundo a apuração policial, teria atuado para monitorar e intimidar pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. A conversa ocorreu em 3 de outubro de 2024, entre Marilson e um contato identificado como “Pk Caiava”. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Marilson afirmou que a PixBet pertenceria ao “chefe lá de São Paulo” e, posteriormente, identificou o suposto proprietário como Vorcaro. Diálogo cita PixBet e participação no Galo Na conversa analisada pelos investigadores, Marilson relaciona diretamente a casa de apostas ao banqueiro e afirma que ele teria adquirido 25% da SAF do Atlético-MG. O conteúdo, entretanto, não comprova por si só a propriedade da PixBet. A própria reportagem que reproduziu a informação ressalta que o diálogo foi utilizado pela investigação principalmente para demonstrar a relação de Marilson com Vorcaro, e não como prova definitiva de que o banqueiro fosse proprietário da empresa. A participação de Vorcaro no Atlético-MG, por outro lado, é documentada. Dados divulgados pelo ge indicam que ele investiu aproximadamente R$ 300 milhões entre 2023 e 2024 e chegou a deter 20,2% da SAF, por meio do Galo Forte FIP, antes de mudanças posteriores na estrutura acionária. Investimento no Atlético-MG entrou no radar das investigações A origem dos recursos utilizados para o investimento na SAF também passou a ser examinada por investigadores. Segundo o ge, fundos utilizados na operação foram mencionados em apurações relacionadas à Operação Carbono Oculto. O veículo de investimento utilizado por Vorcaro, o Galo Forte FIP, chegou a representar 26,9% da Galo Holding, estrutura que reúne os investidores privados da SAF. A família Menin, por sua vez, era a principal acionista do grupo. A situação acionária sofreu alterações posteriormente. Um novo aporte aprovado pelo clube reduziu a participação de Vorcaro e de outros investidores, segundo informações divulgadas em 2026. PF também encontrou mensagens sobre filhos de Moraes Em outra frente da investigação, mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram que ele teria acionado uma funcionária para providenciar ingressos para os filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o relatório da PF, em maio de 2024, Vorcaro pediu a uma funcionária que providenciasse acesso para Giuliana Barci de Moraes e depois orientou que ela e o irmão fossem colocados juntos em uma área considerada privilegiada durante uma partida entre Atlético-MG e Grêmio, na Arena MRV. O episódio foi posteriormente contestado pelo escritório Barci de Moraes. A banca afirmou que os convites mencionados nas mensagens estavam relacionados a um evento solidário na Arena MRV e que os filhos do ministro não teriam solicitado nem recebido os ingressos. Caso amplia pressão sobre Vorcaro As novas mensagens acrescentam mais um capítulo às investigações que buscam mapear os negócios, contatos e relações mantidas por Vorcaro antes da crise do Banco Master. Para o #Acesse Política, o ponto central das novas informações está na necessidade de esclarecer se as afirmações feitas nas conversas correspondem à realidade societária da PixBet e qual era, exatamente, a participação de Vorcaro na estrutura empresarial ligada ao Atlético-MG no período mencionado. As mensagens, isoladamente, não estabelecem que Vorcaro fosse proprietário da casa de apostas. Já sua participação na SAF do clube é confirmada por registros e reportagens especializadas, embora o percentual tenha mudado ao longo do tempo.
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