Pesquisa Quaest mede Lula após entrada de Flávio Bolsonaro no tabuleiro eleitoral
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest marca uma virada simbólica no cenário político nacional ao avaliar o governo Lula pela primeira vez após o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. O levantamento, que será divulgado ao longo dessa semana, ocorre em um momento de reorganização das forças políticas e de redefinição do campo bolsonarista para 2026. Na quarta-feira (17), a pesquisa trará os dados de avaliação do governo Lula, enquanto na quinta-feira (18) serão apresentados os cenários eleitorais para a próxima eleição presidencial. Trata-se da última rodada de 2025 e a primeira a excluir completamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, dos testes de intenção de voto. Novo desenho da direita O único representante do clã Bolsonaro incluído nos cenários é Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo nome passa a ser medido nacionalmente em um contexto inédito. A ausência de Jair Bolsonaro altera o desenho tradicional das simulações eleitorais e força uma leitura mais clara sobre a capacidade de transferência de votos e de liderança política dentro do grupo. Na pesquisa anterior, divulgada em novembro, Lula liderava todos os cenários de primeiro turno testados, mas Flávio ainda não figurava entre os possíveis candidatos, o que torna a comparação direta um dos pontos mais aguardados desta rodada. Avaliação do governo em foco O levantamento também volta os holofotes para a aprovação do presidente Lula em um momento de desgaste. Na pesquisa passada, a Quaest apontou a interrupção do movimento de recuperação da imagem do governo, que vinha se consolidando desde maio, mas sofreu impacto negativo após a operação policial no Complexo do Alemão. Agora, os novos números devem indicar se a avaliação do governo estabilizou, voltou a cair ou retomou trajetória positiva, em meio a um ambiente político mais tensionado e com a antecipação do debate eleitoral. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas em todas as regiões do país. O trabalho de campo teve início na semana passada e se encerra neste domingo, consolidando o retrato mais recente da opinião pública sobre o governo e o cenário sucessório.
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