PGR recebe pedido para afastar secretário de Jerônimo citado no caso Banco Master

A Federação União Progressista apresentou nesta quinta-feira (17) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão avalie a possibilidade de pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento de Eduardo Sodré, secretário do Meio Ambiente da Bahia, enquanto avançam as investigações relacionadas ao Banco Master. O documento é assinado pelo deputado federal Arthur Maia (União Brasil), presidente da federação na Bahia, além de Paulo Azi (União Brasil) e Cacá Leão (PP), e foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A representação afirma que não pretende antecipar um julgamento sobre eventual responsabilidade criminal de Sodré, mas questiona a permanência dele em uma secretaria de primeiro escalão enquanto é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero. Entre as medidas cautelares mencionadas estão a suspensão do passaporte e restrições de contato com pessoas ligadas a outros investigados. O que consta na investigação Segundo documentos relacionados ao inquérito, a Polícia Federal identificou Eduardo Sodré como interlocutor em cobranças relacionadas à BN Financeira e ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Decisão do ministro André Mendonça, de junho, cita planilhas encontradas no celular de Daniel Monteiro, apontado como operador ligado ao núcleo investigado. Os registros apontariam pagamentos superiores a R$ 2,34 milhões a uma pessoa identificada pelo apelido “Dudu”, nome que a investigação atribui a Eduardo Sodré. A apuração também menciona mensagens nas quais Sodré teria tratado com Augusto Lima sobre boletos, notas fiscais e documentos relacionados a pagamentos. A Folha informou que as investigações apontam atuação do secretário em cobranças dirigidas ao empresário. Em outro episódio citado nos documentos, uma transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira teria ocorrido em outubro de 2025. As investigações analisam a relação entre essas movimentações e o núcleo financeiro associado ao caso Banco Master. Pedido de afastamento Na representação encaminhada à PGR, a União Progressista argumenta que a permanência de um investigado em uma função de direção pública deve ser examinada à luz das medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal. Os autores citam o artigo 319, inciso VI, que prevê a possibilidade de suspensão do exercício de função pública ou de atividade econômica ou financeira quando houver justo receio de utilização da função para a prática de infrações penais.
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