PIB desacelera e cresce só 0,5%, diz IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos na economia brasileira, perdeu fôlego no segundo trimestre, com alta de 0,5% ante os três primeiros meses do ano, quando o crescimento tinha sido de 1,1%, informou nesta terça-feira (1º) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A freada após um primeiro trimestre forte já tinha acontecido ano passado, quando o crescimento ficou abaixo do verificado em 2024. Ao analisar os primeiros dados da atividade econômica, economistas já esperam uma continuidade da desaceleração até o fim do ano. A economia brasileira deverá crescer 1,9% este ano, segundo a edição mais recente do Boletim Focus, a pesquisa semanal de projeções do Banco Central (BC), captado antes da divulgação dos dados desta terça-feira. Endividamento e juros Embora o mercado de trabalho ainda aquecido ajude a sustentar a demanda, economistas já vinham citando a perda de fôlego das medidas de estímulo que o governo Luiz Inácio Lula da Silva vinha lançando desde a virada do ano, de olho na campanha de reeleição no pleito de outubro. E, no sentido oposto, o endividamento elevado, com juros ainda altos, levou a inadimplência a níveis recordes, ajudando a moderar tanto o apetite por consumo das famílias quanto a disposição de investir das empresas, as últimas acossadas por uma onda de planos de reestruturação para lidar com problemas financeiros.
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