PL projeta bancada de 28 senadores, mas dependerá de aliados no Senado
O Partido Liberal projeta encerrar as eleições de 2026 com a maior bancada do Senado Federal. Segundo o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, a expectativa é que o partido conquiste 20 novas cadeiras em outubro e mantenha outros oito senadores que possuem mandato até 2030, alcançando um total de 28 parlamentares. Apesar do crescimento esperado, a projeção ainda não garante ao partido maioria suficiente para aprovar sozinho propostas consideradas prioritárias pela oposição, como projetos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, mudanças constitucionais ou pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, o Senado exige maioria simples para aprovação de projetos de lei, pelo menos 49 votos para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e 54 votos para autorizar processos de impeachment de ministros do STF ou do presidente da República. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Valdemar Costa Neto afirmou estar otimista com o desempenho eleitoral da legenda. “Temos oito senadores que permanecem no mandato e acreditamos que podemos eleger mais 20”, declarou o dirigente. Bolsonaro defendia maioria no Senado Antes de sua prisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro defendia publicamente a ampliação da bancada aliada no Senado como estratégia para ampliar a influência política sobre indicações ao Supremo Tribunal Federal e sobre a pauta legislativa. Mesmo com uma eventual bancada de 28 senadores, o PL continuaria dependendo do apoio de parlamentares de outras legendas para aprovar matérias de maior impacto, já que o número está distante dos quóruns exigidos para alterações constitucionais e processos de impeachment. Partido pretende disputar vagas em quase todo o país A estratégia do PL prevê candidaturas ao Senado em 24 estados. Apenas o Amapá não terá candidato próprio, enquanto Maranhão e Pernambuco ainda aguardam definição. Hoje, a bancada do partido conta com 16 senadores. Segundo Valdemar, três deles disputam governos estaduais e, caso sejam eleitos, abrirão vagas para seus suplentes. Michelle Bolsonaro é aposta no Distrito Federal Entre as principais apostas do partido está o Distrito Federal, onde o PL pretende disputar as duas vagas ao Senado com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Valdemar afirmou que a ex-primeira-dama possui forte potencial eleitoral e relembrou sua participação na campanha de Damares Alves em 2022, considerada decisiva para a vitória da atual senadora. Em Santa Catarina, o partido também aposta em um desempenho competitivo com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, enquanto pesquisas indicam cenários favoráveis em alguns estados e disputas mais difíceis em outros. Pesquisas apontam desafios em estados estratégicos Apesar do otimismo da direção nacional, levantamentos divulgados nas últimas semanas mostram dificuldades para candidatos do PL em estados importantes. Na Bahia, por exemplo, João Roma (PL) aparece atrás dos ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) nas pesquisas de intenção de voto. No Ceará, Alcides Fernandes (PL-CE) disputa espaço em um cenário liderado por Cid Gomes (PSB-CE), enquanto em São Paulo o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL-SP) enfrenta uma disputa fragmentada com candidatos de diferentes campos políticos. Candidatos do PL ao Senado Estado Candidato(s) Acre Márcio Bittar (reeleição) Alagoas Alfredo Gaspar Amazonas Alberto Neto Amapá Sem candidato Bahia João Roma Ceará Alcides Fernandes Distrito Federal Michelle Bolsonaro e Bia Kicis Espírito Santo Maguinha Malta Goiás Gustavo Gayer Maranhão A definir Minas Gerais Domingos Sávio Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja e Capitão Contar Mato Grosso Zé Medeiros Pará Delegado Éder Mauro Paraíba Marcelo Queiroga Pernambuco A definir Piauí Tiago Junqueira Paraná Filipe Barros Rio de Janeiro Carlos Portinho Rio Grande do Norte Coronel Hélio Rio Grande do Sul Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni Rondônia Marcos Rogério Roraima Hélio Lopes Santa Catarina Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni São Paulo André do Prado Sergipe Eduardo Amorim Tocantins Eduardo Gomes A estratégia do PL para ampliar sua presença no Senado faz parte da prioridade estabelecida pelo partido para aumentar sua influência no Congresso Nacional.
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