PT oficializa Haddad ao governo de São Paulo com Lula e Alckmin em convenção

O Partido dos Trabalhadores oficializou neste sábado (25) a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo durante convenção realizada em Campinas. O evento reuniu o presidente Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin, lideranças da base governista e marcou o início oficial da campanha petista no maior colégio eleitoral do país. A chapa terá como candidato a vice-governador o ex-ministro Márcio França (PSB) e contará com o apoio de uma frente formada por PT, PSB, PCdoB, PV, Rede, PDT e PSOL. Também participaram da convenção as pré-candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. Em seu discurso, Haddad afirmou que pretende “recuperar e restituir São Paulo para os paulistas” e fez críticas à administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. O petista apontou desaceleração econômica do estado e afirmou que áreas como educação, segurança pública e saúde precisam de mudanças. O ex-ministro também criticou a política de privatizações do governo paulista e defendeu investimentos em serviços públicos. Segundo ele, a campanha terá como prioridades segurança pública, saúde, educação e políticas voltadas à proteção das mulheres, sob o slogan “Desperta São Paulo”. Lula destacou a experiência política dos integrantes da chapa e afirmou que Haddad reúne as condições necessárias para voltar a disputar o Palácio dos Bandeirantes. O presidente também ressaltou a trajetória dos candidatos e defendeu a união dos partidos aliados na disputa estadual. A candidatura de Haddad é considerada estratégica pelo PT por transformar São Paulo em um dos principais palanques da campanha presidencial de Lula em 2026. Além da disputa pelo governo estadual, a legenda busca fortalecer sua presença no maior eleitorado do país e ampliar sua bancada no Congresso Nacional. Haddad volta a disputar o comando do Estado após ter sido derrotado por Tarcísio de Freitas nas eleições de 2022. Antes disso, foi prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016, ministro da Educação nos governos petistas e comandou o Ministério da Fazenda no atual governo federal até deixar o cargo para disputar as eleições deste ano.
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