80 milhões de eleitores seguem indecisos na disputa pela Presidência
A cerca de oito semanas do primeiro turno das eleições de 2026, aproximadamente 80 milhões de brasileiros ainda não decidiram em quem votar para presidente da República. É o que aponta a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), indicando que os eleitores indecisos representam 51% do eleitorado nacional. Entre os brasileiros que já definiram o voto, o presidente Lula da Silva (PT) permanece na liderança, com cerca de 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece na segunda colocação, na faixa dos 30%. Juntos, os dois concentram aproximadamente sete em cada dez votos declarados para o primeiro turno. Apesar da dianteira nas pesquisas, ambos também registram índices de rejeição superiores a 52%, cenário que, segundo a análise do levantamento, mantém a disputa aberta e sujeita a mudanças ao longo da campanha eleitoral. A pesquisa também destaca que os dois principais candidatos ainda apresentaram poucas propostas detalhadas sobre temas considerados centrais para o eleitorado, como segurança pública, equilíbrio das contas públicas e crescimento econômico. A expectativa é de que a apresentação de programas de governo ganhe força com o início da propaganda eleitoral gratuita e da sequência de debates entre os presidenciáveis. O levantamento avalia ainda que o período de campanha será decisivo para candidatos menos conhecidos nacionalmente, que tentarão conquistar parte do eleitorado indeciso e reduzir a distância em relação aos líderes da corrida presidencial. Outro ponto destacado é o perfil do eleitorado brasileiro. As mulheres representam a maioria dos votantes e somam cerca de nove milhões de eleitoras a mais do que os homens, contingente equivalente ao maior colégio eleitoral do país, o município de São Paulo. Apesar desse peso nas urnas, as principais chapas presidenciais foram formadas exclusivamente por homens. A pesquisa Genial/Quaest foi divulgada na quarta-feira (5) e reforça que a definição da disputa presidencial ainda dependerá da capacidade dos candidatos de atrair os milhões de eleitores que permanecem sem um voto definido para o primeiro turno.
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