Situação de Bolsonaro muda após derrubada de veto de Lula no Congresso
A derrubada do veto do presidente Lula da Silva (PT) ao projeto que altera a dosimetria das penas para crimes ligados aos atos de 8 de janeiro abriu um novo cenário jurídico para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida, aprovada pelo Congresso Nacional do Brasil, modifica critérios de cálculo das condenações e pode antecipar a progressão de regime do ex-presidente. Com a retomada do texto original, dois pontos centrais passam a valer. O primeiro é a unificação das penas para crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, que anteriormente eram somadas. Na prática, essa mudança reduz o tempo total de cumprimento da pena. O segundo ponto trata da progressão de regime, permitindo que condenados avancem do regime fechado para o semiaberto após o cumprimento de 20% da pena, desde que atendidos requisitos legais. Condenado a mais de 27 anos de prisão por envolvimento na trama golpista, Bolsonaro pode ser beneficiado diretamente pelas novas regras. Com a revisão do cálculo da pena e a flexibilização da progressão, a expectativa é de que ele possa alcançar o regime semiaberto em cerca de dois anos, considerando o tempo já cumprido. A mudança, no entanto, não significa liberdade imediata. No regime semiaberto, o ex-presidente poderá realizar atividades externas durante o dia, mas seguirá submetido a restrições judiciais. Apesar do impacto penal, a nova legislação não altera a situação eleitoral de Bolsonaro. Ele continua inelegível, tanto em razão da condenação criminal quanto por decisões anteriores da Justiça Eleitoral que o impedem de disputar cargos públicos. STF terá palavra final Mesmo com a promulgação da nova regra, a aplicação prática no caso concreto dependerá de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do processo, Alexandre de Moraes, será responsável por analisar eventuais pedidos de adequação da pena. Além disso, o governo federal ainda pode questionar a validade da medida no próprio STF, o que mantém o cenário jurídico em aberto. Nos bastidores, a possibilidade de Bolsonaro retornar ao convívio público, ainda que em regime semiaberto, é vista como fator de impacto no ambiente político nacional. Mesmo sem recuperar direitos eleitorais, se ele preso, o filho lidera, imagina solto e ao lado dele, ‘Flávio e Jair Bolsonaro’.
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