Trump chega com quase 1 hora de atraso ao G7, diz ser “o chefe” e vídeo viraliza; assista
O protagonismo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7 voltou a provocar reações nos bastidores nesta quarta-feira (17). Um dos episódios mais comentados hoje ocorreu quando uma das sessões do encontro começou com cerca de uma hora de atraso por causa da ausência do líder americano. Ao entrar no local, Trump afirmou em tom de brincadeira, “I’m the boss”, expressão em inglês que significa “Eu sou o chefe”. Assista: A frase repercutiu entre autoridades e observadores por transmitir uma imagem de autoconfiança e superioridade. Embora Trump seja o chefe de Estado dos Estados Unidos, ele não exerce qualquer função de comando sobre o G7, grupo formado por sete das principais economias industrializadas do mundo, cujas decisões são tomadas de forma colegiada entre os líderes participantes. Ainda assim, sua declaração acabou reforçando a percepção de protagonismo que marcou toda a reunião. Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, a fala provocou comentários entre integrantes das delegações presentes. Desde sua chegada à cúpula, Trump recebeu sucessivas demonstrações de prestígio. O presidente americano foi homenageado e ‘bajulado’ publicamente por seu aniversário de 80 anos, recebeu elogios pelo acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã e ganhou uma camisa da seleção alemã entregue pelo chanceler Friedrich Merz. Além disso, o comunicado final do G7 fez referência à liderança exercida por Trump nas negociações envolvendo Washington e Teerã. Nos bastidores, integrantes do governo do presidente Lula da Silva (PT) avaliaram que o tratamento dispensado ao líder americano contrastou com o clima de equilíbrio que normalmente marca encontros multilaterais. A percepção foi de que diversos chefes de Estado buscaram prestigiar Trump durante praticamente toda a programação oficial. O presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, também teria atuado para manter Trump engajado até o encerramento do encontro. Como parte desse esforço diplomático, convidou o presidente americano para um jantar no Palácio de Versalhes, reforçando a estratégia de manter sua participação ativa nas discussões internacionais. Enquanto isso, Lula adotou uma postura mais discreta, até porque, percebeu Trump fechado para seu lado.
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