Zambelli pode voltar ao Brasil com Flávio Bolsonaro presidente

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) poderá ter o futuro judicial no Brasil novamente em discussão nas próximas semanas. A Justiça da Itália marcou para 27 de outubro uma audiência para analisar o novo pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro, em um processo que pode resultar no retorno da ex-parlamentar ao país. O julgamento ocorre durante a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT). Uma eventual vitória de Flávio alimenta expectativas políticas entre aliados de Zambelli sobre os próximos capítulos do caso, mas não garante seu retorno, que depende da decisão das autoridades italianas e dos procedimentos judiciais aplicáveis. A audiência analisará o pedido relacionado à condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por perseguir, armada, o jornalista Luan Araújo nas ruas de São Paulo, durante o segundo turno das eleições de 2022. Justiça italiana reavalia extradição Em julho, a Corte de Cassação da Itália anulou uma decisão anterior favorável à extradição e determinou que o caso fosse julgado novamente pela Corte de Apelação de Roma. A defesa espera que o pedido seja rejeitado, alegando falta de garantias processuais. Este é o segundo pedido de extradição apresentado pelo Brasil. O primeiro, relacionado à condenação de Zambelli por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi rejeitado pela Justiça italiana. A ex-deputada deixou o Brasil em maio de 2025 e foi posteriormente para a Itália, país onde possui cidadania. Após permanecer presa por meses, foi colocada em liberdade enquanto aguarda a análise do novo pedido. O advogado Eduardo Maurício afirmou que prepara medidas judiciais para contestar as condenações brasileiras e solicitar a retirada da ex-parlamentar da lista da Interpol. A audiência de 27 de outubro será decisiva para a tramitação do pedido relacionado ao episódio envolvendo o jornalista. Até que haja uma decisão definitiva, o eventual retorno de Zambelli ao Brasil permanece condicionado ao andamento do processo de extradição.
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