Zema defende impeachment e prisão de ministros do STF e promete indulto a Bolsonaro
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante sabatina do SBT News, realizada nesta quarta-feira (19). O ex-governador de Minas Gerais defendeu o impeachment e até a prisão de ministros da Corte, além de acusar magistrados de envolvimento em situações que, segundo ele, deveriam ser investigadas. Zema também voltou a defender o indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. O candidato classificou as condenações ligadas ao 8 de Janeiro como injustas e afirmou que os acontecimentos deveriam ser tratados como atos de vandalismo e depredação. A defesa do indulto já havia sido apresentada por Zema durante a convenção que oficializou sua candidatura, em julho. Na ocasião, ele afirmou que concederia o benefício a Bolsonaro caso fosse eleito. Zema quer mudanças no STF Durante a sabatina, o candidato também apresentou propostas para modificar o funcionamento da Suprema Corte. Entre as ideias citadas estão o fim das decisões monocráticas, a criação de uma idade mínima de 60 anos para ministros e a adoção de uma lista tríplice antes da escolha presidencial. Zema ainda criticou o atual modelo de indicação para o tribunal e fez ataques ao governo Lula ao comentar as nomeações realizadas durante a atual administração. As críticas ao STF fazem parte da estratégia política adotada pelo candidato desde o período de pré-campanha. Em abril, Zema já havia defendido que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli não deveriam apenas sofrer impeachment, mas também responder criminalmente. Banco Master também entra nos ataques Outro tema mencionado por Zema foi o caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. O candidato voltou a questionar relações entre integrantes do STF e o empresário, fazendo referência a viagens e contatos que, segundo ele, precisam ser esclarecidos. As declarações ocorrem após meses de críticas de Zema à atuação da Corte. Em março, o Novo, sob liderança do então governador mineiro, chegou a anunciar um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes após a divulgação de informações sobre conversas entre o ministro e Vorcaro. Moraes negou a existência dos diálogos mencionados. Candidato também fala sobre economia e relações internacionais Na sabatina, Zema defendeu mudanças nas regras trabalhistas e afirmou ser favorável a maior flexibilização das relações de trabalho, mas negou que pretenda acabar com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na área econômica, o candidato afirmou que pretende reduzir gastos públicos e criticou o crescimento da dívida federal. Também defendeu uma aproximação maior do Brasil com os Estados Unidos e países europeus. Sobre segurança pública, Zema afirmou que considera possível avaliar uma eventual participação das Forças Armadas norte-americanas em ações de combate às facções criminosas no Brasil. O candidato ainda comentou seu desempenho nas pesquisas eleitorais e afirmou que acredita em uma mudança de comportamento do eleitor durante as últimas semanas da campanha. Em levantamento Quaest divulgado em 14 de agosto, Zema aparecia com 2% das intenções de voto no primeiro turno, dentro da margem de erro da pesquisa.
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