Joaquim Barbosa desiste da disputa presidencial pelo partido DC
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decidiu não disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. Filiado ao Democracia Cristã (DC) desde abril deste ano, Barbosa comunicou oficialmente sua decisão ao presidente nacional da legenda, João Caldas, encerrando a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto. A informação foi divulgada inicialmente pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A desistência ocorre poucos dias antes do início das convenções partidárias, marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que os partidos oficializam seus candidatos para a disputa eleitoral. Segundo a apuração, o ex-ministro concluiu que o partido não conseguiu reunir as condições políticas e estruturais consideradas essenciais para sustentar uma campanha presidencial competitiva. Quando aceitou se filiar ao DC, Joaquim Barbosa condicionou sua candidatura à boa receptividade do eleitorado e à construção de alianças que garantissem tempo de televisão, recursos financeiros e maior capilaridade política. Apesar de pesquisas internas da legenda apontarem potencial de crescimento, esses requisitos não foram alcançados. Em levantamento do Datafolha divulgado em junho, Barbosa registrou 1% das intenções de voto. A eventual candidatura do ex-presidente do STF também provocou forte disputa interna no Democracia Cristã. O ex-deputado Aldo Rebelo havia lançado anteriormente sua pré-candidatura à Presidência, contestou a decisão da direção nacional de priorizar Joaquim Barbosa, foi expulso da legenda e, posteriormente, conseguiu na Justiça uma liminar que determinou seu retorno ao partido. O episódio aprofundou o racha interno na sigla durante o processo de definição do projeto eleitoral. Com a desistência de Joaquim Barbosa, o Democracia Cristã perde um dos nomes de maior projeção nacional que pretendia apresentar nas eleições presidenciais. A legenda agora deverá definir sua estratégia para a disputa durante o período das convenções, enquanto o cenário da corrida ao Planalto segue em reorganização com as articulações entre partidos e pré-candidatos.
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