PF destina R$ 95 milhões para reforçar segurança de candidatos à Presidência nas eleições

A Polícia Federal vai investir cerca de R$ 95 milhões na operação de segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. A estrutura será ativada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das campanhas, conforme prevê a legislação eleitoral. O planejamento inclui a mobilização de até 458 servidores especializados, além da utilização de veículos blindados, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrones, kits antibombas e equipes de inteligência e logística. A operação poderá atender simultaneamente até dez candidaturas, com planos de proteção elaborados de forma individualizada, de acordo com o histórico de ameaças, as características das agendas e as condições de segurança de cada região do país. A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade da Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, que fará o monitoramento em tempo real das equipes e manterá integração com as forças de segurança estaduais e municipais durante todo o período eleitoral. Segundo a PF, mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na proteção dos presidenciáveis. A corporação informou que os mesmos critérios técnicos serão aplicados a todos os candidatos, embora o efetivo e os equipamentos destinados a cada campanha variem conforme a análise de risco realizada pelos especialistas. As avaliações levam em consideração informações de inteligência, histórico de ameaças, locais de eventos, deslocamentos e vulnerabilidades identificadas em cada agenda. No caso do presidente Lula da Silva (PT), caso tenha a candidatura homologada, a segurança continuará sendo compartilhada entre a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), mantendo o modelo atualmente adotado pelo governo federal. Já a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou que o pré-candidato optou por manter a proteção realizada pela Polícia do Senado e não utilizará a estrutura disponibilizada pela Polícia Federal durante a campanha eleitoral. A preparação da operação foi iniciada ainda em 2025, após estudos sobre o cenário de segurança das eleições presidenciais. A PF afirma que o objetivo é garantir proteção adequada aos candidatos e preservar a normalidade do processo democrático durante toda a campanha eleitoral.
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