Bahia recebe aval para novo empréstimo bilionário enquanto grandes obras seguem travadas

O Banco Mundial formalizou a autorização de um novo empréstimo para o estado da Bahia, no valor de US$ 796 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 3,965 bilhões. Segundo o governo estadual, o recurso será destinado à modernização da infraestrutura, ampliação do acesso à energia renovável e fortalecimento de serviços públicos digitais. A operação, detalhada pelo especialista do Banco Mundial, Felipe Sgarbi, busca integrar políticas de transporte e energia para estimular o crescimento econômico e a inclusão social. No entanto, o anúncio ocorre sob um cenário de forte contestação política. Sob a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) já aprovou o requerimento de mais de R$ 30 bilhões em empréstimos. Apesar do vultoso endividamento público, projetos vitais e promessas históricas, como a Ponte Salvador-Itaparica e diversas intervenções de mobilidade urbana, ainda não saíram do papel, o que gera críticas sobre a eficácia da aplicação desses recursos. O principal crítico tem sido o pré-candidato ao governo  Investimentos digitais e transição energética O novo pacote de investimentos prevê a reestruturação do sistema viário, com obras rodoviárias que prometem incorporar critérios de sustentabilidade e adaptação a riscos climáticos. O projeto também foca na área digital, com medidas para ampliar o acesso remoto a serviços públicos e reforçar a segurança de dados, visando tornar o atendimento ao cidadão mais ágil. No setor de energia, o programa aposta na diversificação da matriz, com ações voltadas para instalação de infraestrutura para recarga de veículos elétricos, incentivo à produção de biocombustíveis de baixo carbono e biometano. O recursos também seria para a expansão da geração distribuída em regiões rurais, incluindo comunidades nas ilhas do Rio São Francisco. Obras estruturantes paradas Embora o governo celebre o novo crédito para impulsionar a infraestrutura e a energia limpa, a oposição, articulada por nomes como ACM Neto (União Brasil), aponta que o acúmulo de empréstimos não tem se traduzido em entregas concretas. O questionamento central reside no fato de que, mesmo com bilhões aprovados pela AL-BA, obras de grande impacto logístico seguem paralisadas ou em ritmo lento, o que aumenta o custo da dívida estadual sem o retorno imediato em serviços. Para o especialista Felipe Sgarbi, a iniciativa cria condições para atrair investimentos privados e ampliar oportunidades de emprego, mas o sucesso da operação depende da capacidade de execução do Estado em transformar o crédito em canteiros de obra ativos.
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