Carlos Muniz admite disputar novo mandato na presidência da Câmara de Salvador após eleições

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou que poderá disputar novamente a presidência da Casa, mas destacou que a decisão será discutida apenas após as eleições de outubro. A declaração foi dada em entrevista ao portal A Tarde nesta quinta-feira (6). Muniz explicou que não considera uma eventual candidatura como uma tentativa de terceiro mandato, já que, segundo ele, chegou ao comando do Legislativo municipal inicialmente como vice-presidente e assumiu a função após a saída de Geraldo Júnior para disputar a vice-governadoria da Bahia em 2022. “Não é terceiro mandato. Eu só fui candidato uma única vez. No primeiro, eu fui eleito vice-presidente. A lei é clara, você não pode ser candidato três vezes ao mesmo cargo. Eu fui candidato a presidente uma vez, então seria candidato a segunda vez”, afirmou. O presidente da Câmara de Salvador também comentou a comparação com o caso do deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), que foi eleito para comandar a Assembleia Legislativa da Bahia pela terceira vez, mas acabou afastado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Muniz, as situações são diferentes porque ele não teria disputado três eleições consecutivas para o mesmo cargo. “Adolfo Menezes foi candidato a presidente a primeira, a segunda e a terceira vez. Eu fui candidato a vice e assumi na vacância, depois fui candidato a presidente uma vez”, declarou. Apesar de admitir a possibilidade de buscar a permanência no comando da CMS, o vereador afirmou que seu foco neste momento está nas eleições gerais, com atenção às disputas para deputado, senador, governador e presidente da República. Caso não possa concorrer, Muniz já teria um nome para apoiar na sucessão interna. De acordo com informações apuradas pelo portal A Tarde, o vereador Ricardo Almeida (DC) é cotado como alternativa para a disputa pela presidência da Câmara. A definição sobre o futuro comando da Câmara Municipal de Salvador deve ocorrer somente após o encerramento do calendário eleitoral, quando os vereadores voltarão a discutir a composição da próxima Mesa Diretora.
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