Deputado pede para andar armado no plenário após brigar com colega parlamentar

O deputado estadual Major Araújo (PL-GO) protocolou um requerimento na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Goiás para obter autorização para circular armado no plenário da Casa. O pedido ocorre após uma escalada de tensão envolvendo o parlamentar e o deputado Amauri Ribeiro (PL-GO), marcada por trocas de acusações, xingamentos e ameaças durante sessões legislativas. Segundo revelou o jornal O Globo, o conflito ganhou força nas últimas semanas em meio a divergências internas dentro do PL de Goiás, especialmente relacionadas ao apoio ao senador Wilder Morais (PL-GO), pré-candidato ao governo estadual e presidente do diretório goiano da legenda. Durante sessão realizada na terça-feira, Major Araújo afirmou que tem sido alvo de ameaças e intimidações dentro da Assembleia. O parlamentar declarou que não pretende resolver conflitos “nos tapas” e alegou necessidade de garantir sua segurança pessoal no exercício do mandato. “Apresentei um requerimento para que a Mesa Diretora me autorize vir para o plenário armado. Aqui, a gente tem sido alvo de ameaça, de agressão, de ‘chamar para os tapas’. E eu não vou para os tapas com vagabundo nenhum”, afirmou o deputado durante pronunciamento na tribuna. No documento encaminhado à Mesa Diretora, Major Araújo solicita autorização para portar arma de fogo de sua propriedade dentro das dependências da Alego ou, alternativamente, que a Casa disponibilize escolta policial aos parlamentares. A crise interna do PL em Goiás se agravou após debates sobre a postura de Wilder Morais durante a sabatina do ministro Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal. Amauri Ribeiro criticou a ausência do senador na votação e classificou o episódio como uma “vergonha”. Em resposta, Major Araújo acusou o colega de agir para beneficiar adversários políticos ligados ao governador Ronaldo Caiado (PSD-GO) e ao vice-governador Daniel Vilela (MDB-GO). As discussões evoluíram para ataques pessoais. Durante uma das sessões, Amauri Ribeiro chamou o colega de “burro” e desafiou o parlamentar a provar acusações de suposta venda de apoio político. Logo depois, Major Araújo reagiu afirmando que o correligionário estaria “conspirando” contra Wilder Morais. O clima de tensão atingiu o ápice quando os dois passaram a trocar ofensas em plenário. Em meio ao bate-boca, Amauri Ribeiro afirmou que o colega “amanheceria morto” caso encostasse nele, segundo relatos divulgados pela imprensa nacional. Amauri Ribeiro já havia sido alvo de representações no Ministério Público Federal e no Conselho de Ética da Alego após declarações contra a deputada Bia de Lima (PT-GO), classificadas pelo MPF como violência política de gênero. As denúncias, porém, não avançaram. O episódio expôs o racha interno no PL goiano em meio às articulações para as eleições de 2026 e elevou o clima de tensão dentro da Assembleia Legislativa de Goiás.
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