EUA liberam venda de petróleo russo em trânsito após disparada do preço do barril
Os Estados Unidos anunciaram na noite desta quinta-feira (12) uma autorização temporária para permitir a venda de petróleo russo que já está em trânsito em navios pelo mundo. A decisão foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em meio à escalada dos preços da energia provocada pelo aumento da tensão no Oriente Médio. A medida foi tomada após ataques militares envolvendo os EUA e Israel contra o Irã, que elevaram o risco geopolítico e pressionaram o mercado global de petróleo. Segundo o governo norte-americano, a autorização vale até o dia 11 de abril e se aplica exclusivamente ao petróleo russo que já havia sido carregado em navios antes de 12 de março. Preço do petróleo dispara no mercado internacional A decisão ocorre após o petróleo tipo Brent, referência global de preços, atingir US$ 100 por barril, maior nível desde 2022. O aumento reflete a preocupação de investidores com possíveis impactos no fornecimento global de energia diante do agravamento das tensões envolvendo o Irã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a autorização é limitada e tem caráter emergencial. Segundo ele, a medida foi pensada como uma “ação de curto prazo e específica”, destinada apenas a evitar turbulências maiores no mercado internacional. Medida tenta conter pressão sobre combustíveis De acordo com o Tesouro norte-americano, a autorização não deve gerar benefícios significativos ao governo da Rússia, pois envolve apenas cargas que já estavam em trânsito no momento da decisão. Essa é a segunda liberação temporária concedida pelo governo dos EUA para permitir a entrega de petróleo russo já embarcado. Na semana passada, uma autorização semelhante havia sido concedida para permitir que compradores, especialmente na Ásia, recebessem petróleo que já havia sido carregado antes de 5 de março. Irã segue fora da autorização Apesar da flexibilização, o governo americano deixou claro que a medida não permite que o Irã adquira petróleo russo, mantendo as restrições aplicadas ao país no contexto das tensões geopolíticas atuais. Reflexos chegam ao Brasil O impacto da alta internacional do petróleo já começa a repercutir também no mercado brasileiro. A Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia e controlada pela Acelen, anunciou reajustes significativos nos combustíveis. Segundo a empresa, o diesel teve aumento de até 20%, enquanto a gasolina subiu cerca de 7,4%, refletindo diretamente as oscilações do mercado internacional de petróleo. Especialistas avaliam que, caso a instabilidade no Oriente Médio continue, novos reajustes podem ocorrer, pressionando ainda mais os preços dos combustíveis no Brasil e em outros países dependentes de importação de derivados.
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