Guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona petróleo e leva países a adotar medidas emergenciais na economia

A escalada da guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã voltou a provocar turbulência nos mercados globais de energia. O preço do petróleo disparou nos últimos dias, enquanto bolsas internacionais registraram queda diante do temor de que o conflito afete o fornecimento mundial de energia e pressione setores industriais em diversos países. Em meio à instabilidade, governos ao redor do mundo começaram a adotar medidas emergenciais para proteger suas economias, incluindo controle de preços de combustíveis, liberação de reservas estratégicas e ampliação de subsídios. Coreia do Sul estuda teto para combustíveis Na Coreia do Sul, o presidente Lee Jae Myung anunciou que o governo pretende estabelecer um teto para os preços domésticos de combustíveis, algo que não ocorre no país há quase três décadas. Além disso, o governo sul-coreano busca diversificar as fontes de energia, reduzindo a dependência de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo. O país também avalia ampliar um programa de estabilização de mercado estimado em cerca de 100 trilhões de wons (US$ 67 bilhões). Japão prepara liberação de reservas estratégicas Já o governo do Japão determinou que instalações da reserva nacional de petróleo se preparem para uma possível liberação emergencial de petróleo bruto. A informação foi revelada pelo parlamentar Akira Nagatsuma, integrante da oposição ligada à Aliança de Reforma Centrista. Segundo ele, o momento exato da liberação ainda não foi definido, mas a preparação indica preocupação com possíveis interrupções no abastecimento global. Vietnã e Indonésia adotam medidas fiscais No Vietnã, o governo anunciou que pretende eliminar temporariamente tarifas de importação de combustíveis, numa tentativa de garantir o abastecimento interno até o fim de abril. Já a Indonésia decidiu ampliar os subsídios energéticos previstos no orçamento nacional. Atualmente, o país reservou cerca de 381,3 trilhões de rúpias (US$ 22,5 bilhões) para manter combustíveis e tarifas de eletricidade em níveis considerados acessíveis. Além disso, autoridades estudam retomar o programa B50, que prevê uma mistura de 50% de biodiesel à base de óleo de palma e 50% de diesel convencional, estratégia que pode reduzir a dependência de petróleo importado. China restringe exportações de combustíveis A China também tomou medidas para proteger seu mercado interno. O governo orientou refinarias a suspender a assinatura de novos contratos de exportação de combustíveis e tentar cancelar remessas já programadas. A determinação, no entanto, não se aplica ao abastecimento de aeronaves internacionais, navios e aos suprimentos destinados a Hong Kong e Macau. Bangladesh adota racionamento de energia Em outro sinal da gravidade do cenário energético global, Bangladesh anunciou medidas drásticas para economizar combustível e eletricidade. O governo determinou o fechamento temporário das universidades e antecipou feriados religiosos ligados ao Eid al-Fitr. O país, que depende de importações para cerca de 95% de sua demanda energética, também impôs limites diários à venda de combustíveis. Impacto global do conflito A volatilidade no mercado de energia ocorre em meio ao risco de interrupção no transporte de petróleo no Oriente Médio, região responsável por grande parte da produção mundial. Analistas avaliam que, caso o conflito se prolongue, o preço do barril pode voltar a ultrapassar patamares históricos, pressionando a inflação global e ampliando os desafios econômicos enfrentados por governos em diferentes regiões do planeta.
Fonte: Clique aqui

Deixe o primeiro comentário