Indicado por Bolsonaro, Nunes Marques comandará o TSE nas eleições de 2026
O ministro Nunes Marques assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições gerais de 2026, marcando um fato inédito na história recente da Justiça Eleitoral. Será a primeira vez que um magistrado indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro (PL) comandará a Corte responsável pela organização e fiscalização do processo eleitoral no país. Atual vice-presidente do TSE, Nunes Marques assumirá o comando em maio, com a saída da ministra Cármen Lúcia. A partir daí, ficará à frente da condução das eleições de outubro, em um cenário político marcado por forte polarização e disputas de alta tensão institucional. Indicação ao STF e presença no TSE Nunes Marques foi indicado por Jair Bolsonaro ao STF em 2020, ocupando a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. A indicação foi aprovada pelo Senado, e a posse ocorreu em novembro daquele ano. Ele foi o primeiro nome escolhido por Bolsonaro para integrar a Suprema Corte. No ano seguinte, o então presidente indicou André Mendonça, que também integra atualmente o TSE como ministro titular. Diferentemente de outros tribunais superiores, o TSE tem composição temporária. Seus sete ministros são escolhidos entre membros do STF, do STJ e juristas de notável saber jurídico, com mandatos de dois anos. Entre os integrantes atuais, dois foram indicados ao Supremo por Bolsonaro, Nunes Marques e André Mendonça. Poder e responsabilidades no comando do pleito Como presidente do TSE, Nunes Marques será o principal responsável pela organização das eleições, desde a fase de pré-campanha, passando pelo registro de candidaturas, até a proclamação dos eleitos. O cargo concentra atribuições administrativas, normativas e jurisdicionais de grande impacto político. Sob sua gestão estarão a logística nacional das urnas eletrônicas, o julgamento de registros de candidatura e a condução das ações de combate à desinformação eleitoral, com poder de polícia para decisões urgentes contra irregularidades. Tradicionalmente, cabe também ao presidente da Corte fazer pronunciamentos oficiais à população antes da votação, em rede nacional. Eleições sob clima de polarização As eleições gerais de 2026 ocorrerão em 4 de outubro, no primeiro turno, com segundo turno previsto para o dia 25. Mais de 150 milhões de eleitores devem ir às urnas para escolher deputados federais, deputados estaduais, dois senadores, governadores e o presidente da República. O pleito será disputado em um ambiente político inflamado. De um lado, o atual presidente Lula da Silva (PT) já sinalizou que buscará a reeleição. Do outro, o campo da direita tenta se reorganizar após a condenação e prisão de Jair Bolsonaro, que permanece como figura central do bolsonarismo. Entre os nomes colocados estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já declarou intenção de concorrer com o aval do pai, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado em pesquisas como alternativa mais competitiva fora do núcleo familiar do ex-presidente e com apoio de diversos partidos.
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