Jair Bolsonaro pede união da direita e apoio a Flávio após crise com Michelle

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um apelo pela união de seus aliados e pediu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A manifestação ocorreu por meio de uma carta lida pelo filho neste sábado (11), em meio às repercussões da crise envolvendo integrantes da família e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No texto, Bolsonaro apresenta Flávio como seu porta-voz e pede que o campo político que o apoia supere as divergências internas para se concentrar na disputa eleitoral de 2026. “O momento é de arregaçar as mangas, deixar as diferenças de lado e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”, escreveu o ex-presidente, segundo o conteúdo lido pelo senador. Carta foi lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) neste sábado (11) – Foto: Divulgação A carta foi divulgada após Flávio se encontrar com o pai na manhã deste sábado. De acordo com o senador, a conversa tratou do cenário eleitoral, de pesquisas e das divergências com Michelle Bolsonaro relacionadas às articulações políticas no Ceará. Bolsonaro reforça Flávio como seu nome para 2026 Na mensagem, o ex-presidente reforçou publicamente o apoio ao filho e afirmou confiar nele para representar seu grupo político. “Saudoso do contato com o povo, do qual devo lealdade, escrevo em um momento de decisão para o futuro de todos nós”, afirmou Bolsonaro. O movimento ocorre a poucos dias do início do período das convenções partidárias, etapa em que as legendas começam a oficializar os nomes que disputarão as eleições gerais de outubro. A manifestação também busca reforçar a unidade do grupo político em torno de Flávio, que aparece entre os principais nomes da corrida presidencial nas pesquisas divulgadas nas últimas semanas. Crise com Michelle expôs divergências no grupo O apelo por união ocorre após divergências públicas entre Michelle e Flávio Bolsonaro. No fim de junho, a ex-primeira-dama afirmou ter sido “humilhada, desrespeitada e maltratada” pelo senador após criticar articulações políticas envolvendo o PL e o grupo de Ciro Gomes no Ceará. Dias depois, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. Ao anunciar a decisão, afirmou que passaria a se dedicar integralmente aos cuidados do marido e da filha. A saída ocorreu em meio à repercussão da crise com Flávio, embora essa não tenha sido a justificativa apresentada por ela para deixar o comando do braço feminino do partido. Com a carta divulgada neste sábado, Bolsonaro tenta enviar um recado de pacificação aos aliados e concentrar as forças na pré-candidatura do filho. 
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